Alternativas para combater os maus-tratos aos animais
Enviada em 31/10/2018
“Atirei o pau no gato, mas o gato não morreu”. A famosa canção infantil expõe uma realidade brasileira que é vista com certa negligência: os maus-tratos aos animais. Apesar de existir diversas instituições que preservam a integridade desses seres, percebe-se a persistência de tais atos cruéis. Desse modo, cabe analisar como o sofrimento dos animais de circo e a insuficiência do Estado, nesse âmbito, colaboram para o agravamento dessa problemática, além de apresentar possíveis soluções para esse impasse.
Vale apontar, a princípio, sobre a existência de animais nas apresentações circenses. Elefantes, macacos e leões são alguns dos animais presentes nesses espetáculos, condenados a viverem toda a sua existência entretendo humanos e atrás de jaulas. Ainda nessa óptica, é fato que todo o processo de adestramento cause estresse aos animais, em que muitos dos casos é usada a violência nessa didática. O filme “Água para elefantes” mostra essas crueldades, onde os animais vivem em um ambiente insalubre sem os devidos cuidados e, também, castigos físicos para aqueles que não seguirem as recomendações do adestrador. Uma vivência cinematográfica mas verídica no mundo real.
Além disso, é importante ressaltar sobre a insuficiência do governo na fiscalização dos maus-tratos aos animais. A Constituição de 1988 assegura a proteção da fauna e do meio ambiente, e condena qualquer tipo de crueldade aos supracitados. Entretanto, nota-se o descumprimento da lei ao analisar os fatos atualmente na sociedade vigente. Segundo o filósofo Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio de justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga ao pensamento, é preciso haver uma legislação mais severa para os infratores, de forma que atenue a ocorrência de casos de maus-tratos e que a relação dos homens com os animais se torne harmônica.
Torna-se evidente, portanto, que os maus-tratos aos animais é um problema alarmante na sociedade brasileira. A fim de minimizar tais casos, o Ministério do Meio Ambiente deve fiscalizar intensamente os circos e zoológicos, por meio de vistorias mensais aos estabelecimentos, para ratificar se os devidos cuidados estão sendo executados. Ademais, o poder legislativo deve modificar as leis vigentes, aumentando a pena do infrator e, durante tal cumprimento, fornecer auxílio psicológico para identificar e solucionar as causas que levaram o indivíduo a realizar tais crueldades aos animais, para cumprir assim com o desenvolvimento da empatia nos cidadãos e com o equilíbrio aristotélico.