Alternativas para combater os maus-tratos aos animais

Enviada em 24/10/2018

A Constituição promulgada em 1988, atual carta magna brasileira, prescreve que os animais têm direitos, da mesma forma que os cidadãos, tais como:liberdade,segurança e abrigo, não sendo permitido,portanto, qualquer prática de maus tratos. Entretanto,o Brasil enfrenta inúmeros impasse no que tange à questão desses seres.Dois deles são: a “máscara” por trás da indústria de animais domésticos, além do tráfico de bichos silvestres.

Nessa perspectiva, é significativo observar como funciona os espaços, onde os animais de estimação vivem, antes de seres vendidos.Em setembro de 2017, na capital paulista, a ONG da ativista Luísa Mell, por meio uma denúncia anônima, resgatou 135 cachorros de um canil que ,não só sofriam com agres-sões ,incessantemente, como também viviam em péssimas condições de higiene. Apesar disso, os responsáveis por essas crueldades receberam apenas multas. Infelizmente, aquele não é um caso iso-lado, isso acontece devido a falta de um orgão fiscalizador competente. O ciclo vicioso, começa quando alguém decide comprar um cão, sem antes ter conhecimento de sua ninhada, os donos dos estabelecimentos aproveitam-se e entregam um filhote limpo e cheiroso, que advém de um local insalubre e a mãe desse animal serve ,somente, como reprodutora para fins lucrativos.Tal situação, é inadmissível, uma vez que fere com Constituição.

Ainda convém lembrar, que algo similar acontece com os animais silvestres. O Brasil, possui uma vasta diversidade da fauna e da flora, em adição à negligência por parte do Estado, são terras férteis para o contrabando dos bichos.Como dito por Machado de Assis, um dos maiores escritores brasileiros, nosso legado de miséria não seria transmitido por ele, já que o escritor não teve filhos. Ou seja,essa avareza está ligada à nossa falta de empatia com o outro ser.Nessa lógica, os traficantes submetem os animais à situações deploráveis, as araras azuis, por exemplo -já ameaçadas de extinção- são empurradas uma a uma, em canos de pvc, para atravessarem o Atlântico.Isso ocorre em decorrência do auxílio de colecionadores de animais silvestres que financiam o tráfico e das frestas nas fronteiras do Brasil.

Em suma, ações são imprescindíveis para conter os maus tratos contra os animais.O Ministério do Meio Ambiente(Ibama) com parcerias com ONG’s, realizará uma maior cobertura dos canais de denúncia, bem como das fronteiras e também fará visitas trimensais ao canis com o cadastramento dos cães, para garantir que não haverá mais casos de agressões e de tráfico. Some-se a isto, a implementação de aulas nas grades curriculares das escolas, feitas pelo Ministério da Educação, sobre a importância de respeitar os animais e de manter todos eles livres e seguros em seus “habitats” naturais, com o intuito de atenuar o comércio de bichos, além de assegurar seus direitos.