Alternativas para combater os maus-tratos aos animais
Enviada em 23/10/2018
Segundo a Lei da Inércia, de Newton, um corpo tende a permanecer parado quando nenhuma força é exercida sobre ele. Fora da Física, é possível perceber a mesma condição no que concerne o problema grave da violência contra os animais. Nesse contexto, evidencia-se a falta de empatia da pós-modernidade, bem como questões políticas.
Deve-se pontuar, de início, que a fluidez dos tempos pós-modernos atua como um complexo dificultador. Na obra “Modernidade Líquida”, Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, defende que a modernidade é caracterizada pelo individualismo e pelo egocentrismo. Tal constatação pode ser vista na sociedade brasileira no que tnge a questão dos maus tratos aos animais. Em vista dessa falta de empatia, segundo dados do Jornal Estadão, em 2017, aproximadamente 4 mil boletins de ocorrência desse tipo de violência foram registrados em delegacias do país no mês de julho. Dessa forma, é inviável a mudança de percurso do problema, da persistência para extinção.
Outro fator relevante, nessa temática, é a falha da gestão estatal. Isso porque, apesar de haver uma legislação que protege os bichos, tal situação de negligência é evidente. Sob esse viés, de acordo com Aristóteles, a política deve ser usada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado. Contrariamente, no Brasil, este problema não encontra respaldo político para ser solucionado, o que agrava ainda mais o cenário. Sendo assim, enquanto a proposta de Aristóteles não for regra, permanecerá na comunidade este ato desumano: a agressão aos bichanos.
Torna-se imperativo, portanto, que, de modo urgente, medidas sejam tomadas. Em razão disso, o Ministério da Educação deve, em parceria com as escolas, inserir a disciplina ética e cidadania no currículo educacional do ensino infantil, fundamental e médio. Essas aulas, com o intuito de desconstruir o individualismo já enraizado na sociedade brasileira, deverão disseminar o hábito da empatia. Ademais, o Ministério Público Estadual com a ajuda de ativistas devem estimular a denúncia da sociedade, por meio de propagandas que contem com disk-denúncias e outros meios de denunciar, com intuito de garantir aos animais uma vida digna. Por fim, com base na primeira Lei de Newton, o problema sairá da inércia.