Alternativas para combater os maus-tratos aos animais

Enviada em 20/10/2018

No Brasil os casos de maus-tratos aos animais domésticos cresceram ao longo dos anos, por causa da não efetivação da lei. No entanto, devido a falta de fiscalização e cumprimento da lei algumas pessoas não denunciam. O quadro de maus-tratos envolve muitos tópicos e não somente espancamentos, como também a falta de alimento, condições de higiene precária, falta de atendimento veterinário e trabalho com muitas horas por dia, como por exemplo os cavalos usado em carroças.

O Supremo Tribunal Federal (STF) em 2016 considerou a vaquejada como modalidade esportiva, porém, esse evento provoca machucados, estresse e cansaço nos animais envolvidos, e com isso não deveria ser autorizado. Além disso, o uso de animais em circos também foi proibido, entretanto se for comprovado que não possui práticas cruéis contra os animais é permitido. Todavia, é uma lei que deve ser melhorada pois os animais são tirados do seu habitat natural para viver em jaulas, onde ficam estressados e passam por trabalhos exaustivos.

Aprovar práticas como essas é uma oportunidade para a persistência da violência contra os animais. Segundo site do G1, o Distrito Federal registrou 41 ocorrências de crueldade contra animais, e de acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP) houve um aumento de 87% nesse período. A maioria desses casos acontecem dentro de casa por isso é importante a denuncia da população.

Logo, a conscientização para denunciar é sim necessária, porém não é o suficiente para resolver o impasse. O Governo Federal com investimentos dos impostos e parcerias com empresas privadas, deve criar um aplicativo de celular no qual as pessoas possam denunciar em sigilo qualquer caso de violência contra animais em que a policia tenha total acesso aos dados para poder resolver a ocorrência. O Supremo Tribunal Federal (STF) deve aperfeiçoar a lei que proíbe animais em circos mesmo que seja sem maus-tratos e também deve eliminar a vaquejada das modalidades esportivas.