Alternativas para combater os maus-tratos aos animais
Enviada em 11/10/2018
Em “As crônicas de gelo e de fogo”, fantasma é um lobo domesticado que sofre maus-tratos do dono e acaba morrendo. O livro de George Martin retrata uma realidade presente também no Brasil e traz transtornos, principalmente, à autonomia e integridade da fauna brasileira, haja vista os constantes relatos de caça e exploração dos animais e a escassez de políticas públicas que combatam de maneira eficientes atos contra esses.
Nesse sentido, a constituição cidadã e a declaração universal dos direitos dos animais da ONU - Organização das Nações Unidas - asseguram em suas diretrizes o direito a uma vida digna aos animais, sem que haja qualquer tipo de abuso. Entretanto, isso não é de fato cumprido, uma vez que, segundo dados do G1, a exploração da força de trabalho animal, a caça e o tráfico deles se superam a cada ano, o que dizima dezena de centenas de animais e submete outros a uma vida de escravidão.
Tal realidade remete-se de um longo contexto histórico no qual os animais eram usados como entretenimento de circo e de diversas atividades que não permitiam uma plena qualidade de vida para esses. Hodiernamente, maioria dos países ocidentais criminaliza atos como os mencionados, mas ainda é comum o uso e abate de touros em rodeios, por exemplo. Comprova-se isso, segundo estatísticas do jornal O GLOBO, que mostrou a exploração dos animais como um dos principais fatores de extinção e maus-tratos a esses.
Além disso, as gestões governamentais que buscam inibir casos de comportamentos agressivos aos animais domésticos e silvestres estão crescendo. Contudo, a lentidão na tramitação de aprovações de leis e a falta de investimentos para a elaboração de políticas públicas que defendam ostensivamente os animais são escassas no país. Essa realidade causa, segundo o blog “Meu Pet”, a perpetuação de atos criminosos para com os animais.
Vê-se portanto, a necessidade de elaborar alternativas para combater os maus-tratos animais. Urge que o Governo Federal invista em centro de denúncias especializadas aos casos de abusos de animais e, o IBGE - Instituto brasileiro de Geografia e Estatística -, por sua vez, deve mapear as áreas com maior índice de casos denunciados, para que patrulhas fiscalizadoras, financiadas pelo Estado e ONGs, investiguem e punam devidamente todos que exploram dos animais. por outro lado, a Polícia Federal e institutos que defendem a causa animal devem fiscalizar as fronteiras brasileiras e sites como a Deep Web - onde há o mercado negro -, a fim mitigar o tráfico de animais silvestres. Por fim, o Senado deve aprovar rapidamente leis mais severas no que diz respeito a caça animal e qualquer tipo de violência contra esses, para que, desse modo, o universo de Martin se limite à ficção.