Alternativas para combater os maus-tratos aos animais

Enviada em 10/10/2018

Na composição “Vidas secas”, de Graciliano Ramos, é contada a história de uma família bastante humilde que vivera com a presença de dois animais, um papagaio que foi morto para saciar a fome da família e uma cadela -Baleia- que sofria maus-tratos e posteriormente morta pelo seu dono, Fabiano. Atualmente, esse livro pode simbolizar as heranças históricas do papel que os animais exercem na vida do ser humano. Esse cenário está intrinsecamente coeso à realidade, visto que em pleno século XXI animais de diversas espécies sofrem, seja com maus-tratos, bem como a absorção de uma sociedade utópica, que atuam como catalisadores para a demanda de intervenções diante dessa anomalia social.

A priori, é primordial ressaltar que os maus-tratos -violência física, má alimentação, abandono-  aos animais, configuram-se como desafios para a resolução dessa desordem social. Nesse contexto, consoante ao livro “A revolução dos bichos”, de George Orwell, os animais diziam: “Na luta contra o homem não devemos assemelhar-nos a ele.” Realmente, essa conjuntura requer atenção, visto é notável a grande quantidade de animais abandonados nas ruas ou privados de liberdade -gaiolas- e até mesmo explorados, como cavalos em carroças e galos de briga. Sob esse ângulo, percebe-se que o país enfrenta o apogeu -ponto mais distante- dos estatutos, ferindo, assim, a Carta Magna.

Outrossim, no trecho da música Canarinho prisioneiro, de Chico Rey e Paraná, diz: “Sou aquele canarinho que cantou em seu terreiro, em frente sua janela eu cantava o dia inteiro, depois fui pra uma gaiola e me fizeram prisioneiro, me levaram pra cidade, me trocaram por dinheiro…”. Pode-se o trecho relata a condição de vida de milhares de animais hoje no Brasil, assim, pronuncia-se como empecilho para a consolidação de uma sociedade consciente. Assim, cabe sublinhar que, no Brasil é necessário a aplicação rigorosa das leis e também adesão do Estado em projetos que deem seguridade tanto à preservação da fauna brasileira quanto a respeito aos animais domésticos.

Dessa forma, conclui-se que é preciso encorajar a revolução do pensamento e da cultura de submissão dos animais em relação aos homens. Logo, é necessário a disseminação da existência de uma lei que repugna qualquer forma de maus-tratos -venda, violência- aos animais, através de campanhas midiáticas, a fim de aumentar denúncias de abusos caracterizados crimes. Ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento cabe, a elaboração de projetos com ONG’S, que incentivem a proteção animal, através de palestras com zoólogos, em escolas e parques ecológicos que expressem a necessidade da preservação da fauna e também, a importância da vida de qualquer animal, em busca de conscientizar a sociedade que oprime-os.. Dessa forma, os maus-tratos aos animais, reduzir-se-á gradativamente.