Alternativas para combater os maus-tratos aos animais

Enviada em 09/10/2018

Relatos que versam sobre os mais diversos tipos de violência contra os animais são datados desde os primórdios da pintura rupestre, algumas dessas barbáries foram registradas durante a Segunda Guerra Mundial com o uso dos cães anti-tanque, os quais eram usados para explodir bombas em território inimigo. Nessa perspectiva, a elucidação social acerca da denúncia a tais atos é a alternativa mais eficaz no processo de atenuação da problemática.

Em primeira instância, cabe ratificar que, além de haver grande alienação no que tange à definição de maus-tratos aos animais por parte da população, a maioria das pessoas não sabe como dar procedência aos casos. Validando essa circunstância, dados do (G1)  de 2017  apontam que cerca de dois terços dos cidadãos brasileiros, que já presenciaram o crime, não souberam como acionar autoridades públicas para realizar a denúncia.  Ou seja, apesar da Lei de Crimes Ambientais estar em vigência, é evidente a falta de meios pelos quais os cidadãos tenham fácil acesso  à queixa.

Sob esse viés, é fato que a baixa disseminação  das políticas de punição ao infrator acaba por impedir que seja estabelecida uma cultura de incriminação ao agressor de animais, sem a qual é impossível combater esta patologia social. Ademais, hodiernamente, essas violências são mais corriqueiras do que parecem, tais como o uso de bichos em circos - pois são submetidos a treinamentos abusivos -  e até mesmo o uso irresponsável em pesquisas científicas. Nesse sentido, a implementação de uma consciência preservacionista é indispensável para que a própria sociedade passe a recriminar situações de abuso às diferente espécies.

Diante dos fatos supracitados, para que casos como o da Segunda Guerra não sejam negligenciados e omitidos pela população, é indubitável a necessidade de promover a elucidação e educação social acerca dos cuidados com os animais. Urge, portanto, que o Poder Público - em consonância com ONG’s de proteção aos animais - elaborem intervenções públicas em escolas, praças e centros de convenções, no que tange à importância de se denunciar as  ocorrências de maus-tratos. Ocorrerá por meio da ação de profissionais da veterinária e da educação, com auxílio da internet e da televisão na sua promoção. Desse modo, o índice de casos de violência aos bichos reduzirá gradativamente, bem como o percentual de cidadãos alienados quanto aos procedimentos.