Alternativas para combater os maus-tratos aos animais

Enviada em 11/10/2018

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, encontra-se atualmente cerca de 30 milhões de animais nas ruas, ou seja, nota-se a negligência em relação não apenas aos seres domésticos, como também a silvestres e exóticos. Nesse contexto é necessário ressaltar a importância dos animais, sendo desde a companhia como no tratamentos de enfermidades e os motivos para os maus tratos, tendo influência do racionalismo estabelecido em meados do século XVII, em que se alia a ineficiência das leis.

Ao analisar a problemática dos maus tratos aos animais, nota-se uma sociedade negligente, em que não valoriza os benefícios da presença deles no cotidiano, pois auxiliam ou promovem tratamentos nos indivíduos. Os Cães Guias, por exemplo, tiveram seu início após a Primeira Guerra Mundial, no qual ajudou soldados que ficam cegos após a guerra, tal técnica continua a ser utilizada, visto que, promove a interação dos deficientes visuais com a sociedade. Além disso, a relação de animais dóceis com as crianças de Autismo consegue melhorar o desenvolvimento e o contato social desses indivíduos, segundo a pesquisa da Universidade de Missouri, nos Estados Unidos. Em consequência disso, é indispensável na vida das pessoas e reafirma conceitos como melhores amigos do homem.

Com base nisso, no contexto histórico da humanidade encontra-se uma teoria filosófica que promoveu uma justificativa para os maus tratos, o Racionalismo, visto que, o homem tornou-se superior àqueles considerados irracionais, como os animais. Sobre esse viés, existem inúmeras denúncias sobre a violência sobre eles, pois, infelizmente, ainda está presente o pensamento de superioridade e diversas vezes naturalização dos atos como se fosse um direito. Contudo, notam-se falhas na eficácia das leis, pois não ocorrem fiscalizações, deixando assim, os agressores impunes. Em decorrência disso, a situação dos animais permanece frágil, pois são dependentes da sociedade para o seu bem estar.

Torna-se evidente, portanto, que os animais não possuem o poder de defesa, sendo preciso o empenho da sociedade para impedir tais ocorrências. Em razão disso, o Poder Executivo deve promover apoio às entidades, associações e ONGS, visto que, cuidam dos animais, sendo por meio de ajuda financeira, como também utilização dos meios midiáticos para recrutar voluntários e fazer campanhas, com o intuito de receber doações. Ademais, o Poder Legislativo, deve aumentar as fiscalizações efetivas por todo país, aliando-se as delegacias para atender as denuncias e a população para fazer elas. Dessa forma, com a colaboração de toda sociedade é possível ter o fim dessa problemática.