Alternativas para combater os maus-tratos aos animais

Enviada em 22/11/2018

A lei federal 9.605/98, artigo 32, proíbe “Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos” e gera pena de três meses até um ano e multa. Infelizmente, muitos animais ainda sofrem agressão de pessoas desconhecidas ou até mesmo de seus donos, além de haver também muitos casos de tráfico, onde os mesmos permanecem em condições horríveis por dias.

Muitas pessoas, quando se sentem irritadas com a sujeira, som emitido ou odor de um animal, usam como forma de punição a tortura. Exemplos são: jogar aguá fervendo em um animal, espancar, cortar e esfolar. Essas atitudes podem gerar ferimentos graves, perda dos sentidos e traumas.

Atualmente, existem muitas Organizações Não Governamentais (ONGs) que se responsabilizam pelo cuidado e proteção dos animais, apesar de a demanda ser muito grande, não havendo espaço e capital suficientes para abrigar todos eles. As ONGs são centros de trabalho voluntário, ou seja, contam com doações e trabalho voluntário para se manterem funcionando.

Outro grande problema é o trafico de animais, pois os mesmos ficam em pequenas gaiolas com muitos de sua espécie, sem comida, água, tendo que sobreviver a temperaturas extremas. A grande maioria dos animais traficados são silvestres e a caça dos mesmos afeta a espécie e a cadeia alimentar, fazendo com que muitas espécies deixem de existir, ou permaneçam apenas em cativeiro, não mais selvagens como deveria, e gerando descontrole no crescimento de outras espécies. O órgão público responsável pela proteção deles é o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), que protege áreas da natureza e fiscaliza as cidades em busca de crimes contra ela.

Para que haja um melhor controle dos casos de tortura, morte ou tráfico animal, é necessário que tenha maior fiscalização e um registro de todos os animais domésticos que permanecem com famílias, além de mais capital para ONGs e outros projetos de conscientização sobre maus-tratos, de forma que as pessoas entendam que o que fazem não deve acontecer, respeitando mais as leis e melhorando o convívio em sociedade, com respeito por todos os seres vivos.