Alternativas para combater os maus-tratos aos animais
Enviada em 03/10/2018
Os maus-tratos aos animais são uma triste realidade que se vive hoje em dia. Apesar de ser considerado crime no Brasil, como consta no artigo 32 da lei 9.605/98 da Constituição Brasileira, atos de violência e abuso de animais estão inevitavelmente presentes no cotidiano da população.
Os cavalos e éguas, além de serem animais que, na maioria das vezes, vivem em ambiente rural, estão aparecendo cada vez mais no meio urbano, sendo usados como meio de transporte para carroceiros. Grande parte desses trabalhadores vive em condições precárias e não tiveram oportunidade de estudo ou de emprego, sendo assim, tendo como única forma de sobreviver, enfrentam as ruas da cidade e coletam resíduos descartados a fim de vendê-los para desta forma conseguirem se sustentar.
É evidente que catadores e carroceiros desempenham um papel de suma importância na sociedade, porém a ideia de usar um animal como meio de transporte, já está ultrapassada. Os animais são expostos a chuvas, ventos, altas e baixas temperaturas, não recebem um atendimento veterinário adequado e trabalham desde o nascimento até, muitas vezes, à morte, que ocorre por exaustão ou doenças adquiridas pela falta de cuidado com sua saúde.
Assim como os seres humanos, os animais têm direitos a serem respeitados, pois além de fazer parte do meio ambiente, são seres vivos, que representam também papel importante em questões relacionadas ao homem.
A fim de que se possa mudar esse cenário, o poder público deve entrar em ação. É preciso olhar para o início, e tudo começa na educação. Oferecer um ensino de qualidade é responsabilidade do Estado, que deve visar oferecer auxílio à população de baixa renda, para que a mesma não tenha como a única opção no futuro “usar” um animal como meio de fonte de renda, meio esse que, em muitas vezes, há o abuso e maus-tratos ao bicho.
Existem hoje em dia no Brasil, ONGs de proteção animal que trabalham na reabilitação e cuidado de cavalos e éguas, vítimas do abuso sofrido enquanto serviam de meio de transporte de carroceiros. Muitas dessas entidades não conseguem se manter sozinhas, necessitando de apoio e doações. Investimentos nesse meio devem ser implementados pelo governo, para que se tenha um cuidado maior em relação à saúde do animal. Por fim, disponibilizar cursos de especialização em áreas como eletrônica ou veterinária, para que os trabalhadores, antes carroceiros, possam agora ter mais oportunidade no mercado de trabalho, deixando de lado a ideia e a possibilidade do maltrato aos animais.