Alternativas para combater a transfobia no Brasil contemporâneo

Enviada em 16/11/2021

A série “big mouth”, produzida pela netflix, mostra de um ângulo descontraído,  problemas que a maioria de jovens encontram em sua puberdade, entre estes, a escolha de uma orientação e identificação sexual, e as grandes dificuldades e problemas que estas escolhas implicam. Entretanto, os percalsos e tensões mostrados pelo desenho são reais e até mais intensas no dia a dia, principalmente quando o assunto é a escolha de uma identificação sexual não tradicional, ora devido a uma cultura tradicionalista arraigada em valores cristãos ortodóxos, ora em decorrer de uma sociedade formada por indivíduos cada vez mais ignorantes e individualistas.

Apriori, é importante colocar em pauta, a forma que essa cultura tradicionalista arraigada, dificulta diretamente a vida dos transexuais, históricamente falando. Nesse sentido, segundo a igreja católica, desde a idade média, o indivíduo que não era hetero e cis, era designado como “possuído por forças malignas” e muitas vezes era julgado à penas terríveis, como até a morte. Nessa lógica, o mais impressionante de notar é que esse absurdo não aconteceu só nesse período e também não só por essa instituição, esse histórico de violência contra transexuais não é um evento restrito a uma época, mas é herdado entre épocas e culturas.

Outrossim, é razoável destacar a forma como a excessivo crescimento da ignorância e individualismo, acarreta a crescente da transfobia. Seguindo essa lógica, é possível observar a frase de Rousseau “O homem é o lobo do próprio”, essa frase revela a natureza individualista das pessoas, o que é intensificada nessa sociedade da ‘‘desinformação’’, em que os softwares estão cada mais otimizados para informar às pessoas aquilo que elas querem ouvir, sistematicamente, o que em uma sociedade culturalmente e históricamente intolerante se torna perigoso, pois essa intolerância é reafirmada a todo tempo, o que gera ainda mais intolerância e por conseguinte, mais mortes por esse mal.

Portanto, com o intuito de amenizar tal problemática, o Ministério da Educação e Cultura deve fazer um projeto em proporções jamais vistas, com o objetivo de ajudar nessa caminhada de pessoas que que não se identificam com seu sexo biológico. Nessa lógica de execução do projeto, deve-se emplementar ao curriculo escolar das escolas públicas, aulas de educação sexual, nas quais seriam lecionadas, aulas sobre orientação sexual e de gênero, puberdade e suas implicações e seriam quebrados tabus como os estigmatizados historicamente por essa sociedade tradicionalista. Essas aulas aconteceriam uma vez por semana e seriam obrigatórias, com modos de  avaliação escolhidas pelos professores de biologia das respectivas escolas, que lecionariam a nova disciplica. Assim, assuntos como a escolha de genêro seria desistigmatizada e talvéz a transfobia colocada em xeque.