Alternativas para combater a transfobia no Brasil contemporâneo
Enviada em 16/11/2021
Na idade média, há diversos registros de pessoas que se identificavam com outras orientações sexuais e, por medo da perseguição religiosa, não demonstravam isso em público. Embora haja um grande lapso temporal, pessoas transexuais ainda morrem por suas orientações. Por isso, é necessário entender porque esse preconceito ainda persiste em nossa sociedade e mostrar que o Estado não tem feito o suficiente.
Em primeira análise, é válido discutir porque a transfobia está incrustada em nossa sociedade. Ao tomar como base a geração contemporânea, chamada pejorativamente por alguns de “geração mimimi”, percebe-se que por estarem contestando diversos tipos de preconceitos, como a transfobia, esta é amplamente criticada, o que demonstra a manutenção destes preconceitos. Isso ocorre, pois, em grande parte do século passado, pessoas trans eram tidas como “anormais” e não tinham espaços para opinar e se expressar , o que levou a criação de estereótipos e falsas afirmações presentes no imaginário popular até os dias atuais. Tais fatos podem ser explicados pelo conceito de banalidade do mal, de “Hannah Arendt”, em que “ordens” repetidas no imaginário popular fazem com que se perca a linha do bem e do mal. Dessa forma, a sociedade brasileira se mantém reproduzindo preconceitos de forma banal.
Em segunda análise, é importante avaliar a ineficiência do Estado nessa questão. A ex deputada, transexual e preta “Marielle Franco”, foi assassinada por ter seus ideiais e ser quem era, e até os dias atuais não há resolução para o caso. Tal fato, demonstra que, até mesmo com uma figura pública, o Estado falha tanto em assegurar direitos para a população transexual, quanto em previnir tais casos ao educar a população a aceitar e entender as diferenças. Prova disso, é que segundo o jornal folha de São Paulo, houve um aumento de 10% nos homicídios com pessoas trans entre 2019 e 2020.
Portanto, diante da transfobia no Brasil, urge a necessidade de criar alternativas para combatê-las. Por isso, é importante que o MEC em parceria com as secretarias de educação de cada Estado, realizem um projeto que implemente nas escolas palestras mensais obrigatórias sobre orientação sexual e LGBTfobia, de forma a educar desde a infância o respeito pelas diferenças. Tal projeto deverá ser aprovado no congresso nacional, por meio de pressões do MEC, e com a aprovação cada vez menos haverá transfobia no Brasil.