Alternativas para combater a transfobia no Brasil contemporâneo
Enviada em 16/11/2021
A transfobia no Brasil é um problema que atinge toda a sociedade brasileira. Seja direta ou indiretamente. Todo mundo, mesmo que não seja trans, já assistiu, ouviu ou mesmo reproduziu algum tipo de agressão. Sendo assim, a conscientização do povo vem como ferramenta necessária para superar preconceitos e deixar de reproduzir danos a essa população, que sofre diversos tipos de agressões psicológicas, morais e física. Além de terem índices crescentes de assassinatos registrados.
Certamente, a agressão física é o fato que mais desperta a atenção. Muitos vão lembrar da agressão sofrida, a aproximadamente dez anos, de uma garota trans na Av. Paulista por um rapaz que a agrediu com uma lâmpada fluorescente. Porém, muitas outras agressões não registradas, ocorrem o tempo todo, muitas vezes não são físicas e sim morais, destruindo a autoestima e a identidade dos agredidos. Engels em “A origem da família, propriedade privada e estado” nos traz uma visão antropológica que, sempre existiu nos povos primitivos, diversas formas de relação entre as pessoas porém, a visão eurocentrica branca e cristã impôs a força uma única orientação sobre a visão que cada um pode ter de si.
Ademais, destaca-se o fato que são crescentes os casos de assassinatos nessa população. Esses casos motivados, por pessoas que, não aceitam o outro como ele é, achando-se no direito de determinar seu modo de vida e até mesmo tirar a sua vida quando convém. Conforme a Rede Trans Brasil o número de pessoas assassinadas pertencentes a essa população vem aumentando significativamente de 2010 até 2017, período em que foram coletados os dados.
Dessa forma, percebe-se que esse tema não pode ser tratado como piada ou algo da vida particular de cada um. Pois a sociedade, principalmente na forma do estado, não esta protegendo esses cidadãos como deveria. São necessárias ações por parte do Ministério da Justiça e Ministério dos Direitos Humanos para proteção dessa população, com criminalização até mesmo de piadas a esse público. Ao primeiro caberia propor leis mais rígidas e campanhas de conscientização em rádio e televisão onde fossem apresentadas casos de inibição desses crimes. Aos Direitos Humanos ficaria ações de acolhimento a essa população com casas de passagens, programas de inserção ao mercado de trabalho, projetos de conscientização em escolas e na mídia corporativa com propaganda e programas que trouxessem essas pessoas para serem vista e não marginalizadas.