Alternativas para combater a transfobia no Brasil contemporâneo

Enviada em 16/11/2021

O direito à dignidade, conforme a Constituição Federal de 1988, deve assegurar à população. Todavia, nota-se uma divergência entre a garantia e o direito, posto que a transfobia ainda é realidade no Brasil contemporâneo. Tal conjectura configura-se, essecialmente pela displicência educacional e esterótipos de gênero.

Em primeiro lugar, é importante ressaltar o papel do âmbito escolar no combate a transfobia. Á saber, o filósofo Paulo Freire, defende que a escola deve abandonar a metodologia exclusivamente tecnista para também desenvolver laços de convivência nas pessoas. Essa máxima materializa-se, uma vez que, a educação é uma das responsáveis de contruir o ser social, assim tendo o encargo de ensinar o respeito às diferentes de orientação sexual. Com isso, a falta de instrução pode propriciar no preconceito de gênero.

Além disso, a padronização da identidade sexual heterossexual como dominante é um empecilho a aceitação de pessoas transsexuais. Nessa linha de raciocínio, Émile Durkeim, a sociedade impôe vista coercitividade dos indíviduos. Devido a isso, tem a expectativa enquadrar cada pessoa dentro as normas integralmente masculinas e femininas. Por conseguinte, a quebra da heteronormatividade resulta na recusa a diversidade.

Urge, portanto, que a transfobia sejam veemente combatida no Brasil. Para isso, o Estado, na figura do Ministério da Educação, incubido de garantir o progresso do ensino brasileiro, deve criar um projeto que mediante aulas traga transsexuais para contar seus depoimentos de discriminação sofridos e os professores, por sua vez, debaterem sobre o respeito de identidade.  Isso tudo a fim de combater o estigma preconceituoso  aos transsexuais e executar o direito a dignidade previsto na Constituição Federal de 1988.