Alternativas para combater a transfobia no Brasil contemporâneo
Enviada em 16/11/2021
Em 2018, Alice Felis, foi espancada dentro de sua casa, após isso, a modelo e influenciadora postou vídeos em suas redes sociais mostrando seus ferimentos, outrossim, promoveu uma vaquinha para a reconstrução dentária, a qual havia sido muito danificada. Sob esse viés, essas histórias de agressões, infelizmente, insistem em se repetir na vida de inúmeras pessoas trans de todo Brasil. Paralelo a isso, essas ações são influenciadas principalmente pelo preconceito e pela falta de representatividade. Portanto, medidas devem ser tomadas o quanto antes para poupar a violência contra esse classe.
Nesse contexto, o machismo estrutural que existe no Brasil é a base para toda a abominação contra a classe LGBTQIA+, pois para muitas pessoas, isso é uma afronta para a família tradicional brasileira. Contudo, segundo a BBC NEWS, outros animais como macacos e leões, também estabelecem relações homoafetivas, ou seja, não são só os humanos que apresentam essa característica, todavia, mulher e homem trans tem a liberdade de ser hetero, lésbica ou gay e isso é, muitas vezes, incompreendido pela sociedade. No entanto, os indivíduos peconceituosos não possuem empatia para se colocar no lugar do outro e compreender que também podem existir outros exemplos de famílias, além do homem e mulher cis, que fornecem casa e carinho para uma criança que, a priori, não teve essa oportunidade e mora em orfanatos. Logo, o estado tem a obrigação de rever a educação que é oferecida para os brasileiros para diminuir esse impasse.
Ademais, é notório que as redes sociais e mídias televisivas obtém um público extenso, entretanto, pessoas que representam as classes menos favorecidas, como pessoas trans, ainda não são vistas nas grandes propagandas. Nesse sentido, segundo várias influencers trans, como Giovana do Instagram @transpreta, por mais que o perfil possua mais de 100mil seguidores, muitas marcas ainda tem receio de contratar os serviços de anúncio, por medo de perda de venda e de haters. Não obstante, essa representatividade é de suma importância para inserir a comunidade trans na sociedade, sem serem vistos como doentes e sim como pessoas normais. À vista disso, grandes marcas devem se posicionar sobre o assunto.
Destarte, faz-se imprescindível ações interventivas com o fito de amenizar a transfobia no Brasil, causada pelo preconceito e pela falta de representatividade. Para isso, O Ministério da Educação deve investir em ações educativas, por meio de publicidade ou palestras -nas redes sociais, mídias ou escolas- com o intuito de diminuir o machismo, a longo prazo. Associado a isso, o Governo em parceria com grandes marcas, devem inserir pessoas trans em grandes propagandas, para que diminua o preconceito e aumente a visibiliade. Assim, histórias como de Alice Felis diminuiriam drasticamente.