Aleitamento materno em questão no Brasil

Enviada em 08/09/2020

O documentário brasileiro “O renascimento do parto” retrata a importância da primeira amamentação dos recém-nascidos na conexão entre a mãe e o filho, além de fornecer anticorpos e nutrientes. Nesse sentido, no século XXI, no Brasil, o aleitamento materno é um desafio presente, visto que, evidentemente, a amamentação é de extrema importância à saúde do indivíduo, mas, o preconceito enraizado na sociedade dificulta a resolução dessa problemática.

Preliminarmente, é pertinente elencar que a aleitação é fundamental a vitalidade do infante. Por esse ângulo, conforme a OMS (Organização Mundial da Saúde), crianças que não foram amamentadas têm cerca de 22% mais chances de se tornarem obesas. Portanto, indubitavelmente, a lactação é indispensável ao bem-estar da criança o qual evita, desse modo, a ocorrência de doenças, como obesidade e diminuição da imunidade, uniformemente apresentado no documentário “O renascimento do parto”.

Outrossim, é fundamental analisar que o sexismo entranhado no corpo social é um fomentador desse problema. Destarte, segundo uma pesquisa feita pela marca Lansinoh sobre o aleitamento materno, em 2015, 48% das brasileiras afirmaram ter sofrido preconceito ao amamentar em público. Sob esse ponto de vista, consoante o jornalista e sociologia Karl Marx, “cada um constrói seu caminho, porém são limitados por condições externas herdadas socialmente”. Logo, irrefutavelmente, a sexualização do corpo da mulher é uma prática constantemente efetivada que danifica a construção da trajetória humana verificada na teoria marxista, sendo substancial a mudança desse quadro.

Em vista dos fatos elencados, são necessárias medidas que assegurem a saúde de qualidade aos infantes, bem como a extinção da aversão à aleitação. Dessarte, cabe ao Ministério da Saúde promover programas sociais, como palestras e workshops que mostrem a importância da amamentação, por meio de pediatras e obstetras, com a finalidade de apresentar a relevância da lactação. Ademais, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, em parceria com a Mídia, deve criar projetos, como propagandas em redes de comunicações que derrubem o sexismo presente no país, por intermédio de políticas públicas, com o objetivo de anular qualquer forma de preconceito.