Aleitamento materno em questão no Brasil
Enviada em 09/09/2020
Em decorrência de pesquisas proporcionadas pela Revolução Técnico-Científica, resultados direcionados à nutrição humana foram obtidos, que modificaram o conhecimento acerca de práticas comuns, como a necessidade do aleitamento materno para o desenvolvimento de uma vida mais saudável. Isso posto, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o leite materno possui muitas substâncias essenciais para o desenvolvimento da criança. Entretanto, no Brasil hodierno, há a persistência de desafios nessa questão, tais quais desconfortos físicos e psicológicos, que precisam ser superados.
Sob esse viés, segundo o jornal “O Globo” estudos revelam que mais de vinte e cinco por cento das mães brasileiras sentem fortes dores no momento da amamentação. Nesse âmbito, o despreparo prático das mães, ocasionado pela falta de instrução prévia, prejudica a execução correta dessa importante tarefa, o que acarreta a lesão local e a substituição por outro meio alimentício. Contudo, o conhecimento acerca da ação auxiliaria às mulheres a continuarem com a amamentação, o que contribuiria para uma alimentação rica de minerais pela criança. Dessa forma, é imprescindível que o Estado disponha às mães interessadas o conhecimento necessário acerca da prática, a fim de contribuir para a saúde de ambos os indivíduos envolvidos.
Outrossim, a nação de desenvolveu a partir de bases patriarcais, desde o momento da Colonização, as quais consolidaram a ideologia popular de objetificação do corpo feminino. Em concordância a esse fato, parte da sociedade, simpatizante desses embasamentos, sujeita mulheres, que estão amamentando em público, a discursos preconceituosos de ódio acerca do local escolhido para o processo. Nesse tocante, a vítima, muitas vezes, sente-se constrangida e pode optar por um método alternativo para alimentar o bebê. Desse modo, é preciso haver leis que penalizem os impositores dessa violência psicológica, com o intuito de fomentar a liberdade individual prevista pelos Direitos Humanos do Homem e do Cidadão.
Destarte, é impreterível que haja medidas transformadoras dessa conjuntura vigente. Para isso, o Ministério da Saúde deve investir na instrução das gestantes, por meio de campanhas de acompanhamento individual, as quais sejam dispostas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no ambiente domiciliar, para que essas pessoas estejam preparadas caso desejem utilizar do aleitamento materno. Ademais, o Poder Legislativo deve criar leis que visem à criminalização do importúneo a uma mãe ao amamentar, para diminuir a incidência desses casos. Somente assim, tais empecilhos serão diminuídos efetivamente.