Aleitamento materno em questão no Brasil
Enviada em 26/08/2020
Na obra “Utopia”, do escritor Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, observa-se que na realidade contemporânea é o oposto do que o autor narra, uma vez que o desafio do aleitamento materno apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto do preconceito da amamentação em público, quanto da necessidade de retornar ao trabalho de maneira informal. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade. Precipuamente, é fulcral pontuar que o preconceito de aleitamento em público deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de diligência das autoridades. Destarte, destaca-se a necessidade de se combater esse maleficio, por meio de medidas governamentais e sociais que modifiquem essa situação
Outrossim, é imperativo ressaltar que as mulheres têm uma menor participação dentro do mercado de trabalho formal, o que resulta no investimento de serviços informais, ou seja, elas acabam retomando precocemente ao trabalho e abandonando o aleitamento materno. Desse modo, faz-se necessário a reformulação da postura estatal de forma urgente.
Portanto, torna-se evidente a necessidade de combater esse problema. Para isso, faz-se mister que o governo realize palestras, projetos e oficinas ministradas por psicólogos e profissionais que possuam conhecimento sobre o tema, com a finalidade de propagar informação e as consequências da falta de amamentação. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, tais problemas e a coletividade alcançará a Utopia de More.