Aleitamento materno em questão no Brasil
Enviada em 13/09/2020
Nutrição, bem-estar, qualidade de vida e saúde. Esses são alguns beneficíos que a amamentação, como única fonte de alimentação até os seis meses de vida, pode proporcionar à uma criança. Nessa perspectiva, apesar dos inúmeros beneficíos dessa prática o aleitamento materno segue sendo um assunto banalizado no âmbito das discussões sociais. Com base nisso, vale analisar como o baixo número de doações aos bancos de leite, bem como o tabu em relação á amamentação em público solidificam esse cenário.
Em primeiro plano, os baixos índices de doações de leito junto com a escassez de debate sobre amamentação cristalizam essa discussão. Esse cenário advém de uma metalidade individualista da sociedade contemporânea que opta à ações de beneficíos próprios em detrimento atitudes de cunho benefico social. Esse panorama é consonante com os dados do Ministério da Saúde que relatam baixo leite doado, ficando abaixo dos 60% esperados pelos órgaõs responsáveis.
Outrossim, o conservadorismo da sociedade brasileira alicerça o quadro social de negligenciamento da amamentação. Isso ocorre devido uma normatividade coletiva, baseada em preceitos patriarcais, que ressignificam o ato necessário de aleitamento como um simbolo de sexualização do corpo da mulher. Em resposta a esse comportamento nota-se que a questão da amamentação no Brasil não é questionada com a significativa relevância de saúde pública, sendo cada vez mais tratado como banalidade pelo tecido social.
Visto isso, urge que o Estado tome providências para amenizar o quadro vigente a cerca da amamentação. Assim sendo, cabe ao Governo Federal, junto com o Ministério da Saúde, elaborar um Plano Nacional de Incentivo á Amamentação, por meio de verbas governamentais, que seje divulgado nos diversos meios midiáticos de comunicação, a fim de incentivar amplo debate do tema na esfera social e desenvolver na população um olhar mais crítico a respeito da importância da amamentação tanto para a sáude da criança quanto ao convivio harmônico na sociedade.