Aleitamento materno em questão no Brasil
Enviada em 30/07/2020
O artigo 6º da Constituição Brasileira é claro ao afirmar que a proteção à amamentação e a infância são direitos inerentes a todos os cidadãos. Em contrapartida, apesar dos benefícios vinculados a amamentação, essa questão ainda é um tabu na sociedade contemporânea. Assim, torna-se necessário debater o impasse.
Em primeira análise, é evidente que o aleitamento garante diversas vantagens tanto para mãe, quando para o bebê. Sob esse ponto de vista, uma pesquisa realidade pela OMS aponta que a amamentação garante uma vida adulta mais saudável e indivíduos menos propensos à obesidade. Nesse sentido, reverbera-se a ideia de que o leite materno é um alimento completo e capaz de atender toda a demanda nutricional da criança, além de garantir a defesa imunitária logo nos primeiros dias de vida.
Entretanto, a amamentação, principalmente em locais públicos, ainda é um tabu. Nesse sentido, o documentário “De peito aberto” ilustra as questões socioculturais que tangem a questão, evidenciando a dimensão da problemática. Assim sendo, nota-se que historicamente o seio feminino foi vinculado à sexualidade, tornando-se objeto de sedução e desejo. Por esse motivo, criou-se o estigma de que aleitar na presença de outras pessoas seria desrespeitoso ou vulgar.
Desse modo, constata-se a importância do aleitamento e a necessidade de normalizar esse ato de amor. Para que isso ocorra, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos pode criar uma legislação permitindo que as mulheres denunciem ações preconceituosas no que tange a amamentação, garantindo a penalização dos infratores. Além disso, pode promover campanhas midiáticas que exponha os benefícios relacionados à questão. Assim, teríamos uma sociedade mais empática e saudável, livre de julgamentos e estigmas.