Aleitamento materno em questão no Brasil

Enviada em 29/07/2020

O artigo 6º da Constituição Brasileira é claro ao afirmar que a proteção à amamentação e a infância são direitos inerentes a todos os cidadãos. Em contrapartida, apesar dos benefícios vinculados a amamentação, essa questão ainda é um tabu na sociedade contemporânea. Assim, torna-se necessário debater o impasse.

Em primeira análise, é evidente que o aleitamento garante diversas vantagens tanto para mãe, quando para o bebê. Sob esse ponto de vista, diversas pesquisas já apontam que a amamentação garante uma vida adulta mais saudável e indivíduos menos propensos a obesidade. Nesse sentido, reverbera-se a ideia de que o leite materno é um alimento completo e capaz de atender toda a demanda nutricional da criança, além de garantir a defesa imunitária logo nos primeiros dias de vida.

Entretanto, a amamentação, principalmente em locais públicos, ainda é um tabu. Historicamente, o seio feminino foi vinculado à sexualidade, tornando-se objeto de sedução e desejo. Por esse motivo, criou-se o estigma de que aleitar na presença de outras pessoas seria desrespeitoso ou vulgar. Segundo a pesquisa Global sobre Aleitamento, cerca de 50% das mulheres brasileiras já sofreram preconceito por amamentar em público, evidenciando a dimensão da problemática.

Desse modo, constata-se a importância do aleitamento e a necessidade de normalizar esse ato de amor. Para que isso ocorra, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos pode criar uma legislação que permita as mulheres denunciem ações preconceituosas no que tange a amamentação, garantindo a penalização dos infratores. Além disso, pode promover campanhas midiáticas que exponha os benefícios relacionados à questão. Assim, teríamos uma sociedade mais empática e saudável, livre de julgamentos e estigmas.