Aleitamento materno em questão no Brasil

Enviada em 15/07/2020

Um dos assuntos de extrema relevância, porém, pouco discutido, o que permeia a sociedade brasileira é a questão do aleitamento materno. Embora, existam estímulos que busque orientar sobre a importância desse ato, ainda há muito para mudar o atual cenário de falta de informações, conscientização e preconceito. Desse modo, isso vai além de amor entre mãe e filho, visto que é um problema de saúde pública, sendo um direito biologicamente determinado.

Em primeira análise, cabe pontuar que no Brasil segundo a OMS, apenas 39% dos bebês de até 5 meses são alimentados exclusivamente com leite materno. Tais dados revelam características de uma sociedade pós-moderna, visto que, em busca de praticidade, agilidade e facilidade muitas mães recorrem às indústrias lácteas infantis que comercializam leite artificial, podendo ocasionar prejuízos futuros a criança. Com isso, são fundamentais novas estratégias de persuasão para promoção e apoio as lactantes a cerca da amamentação, haja vista os inúmeros benefícios nutricionais, imunológicos, cognitivos, econômicos e social, que nenhum outro possui.

Somando a isso, é lícito postular que em 2019, o Senado Federal ampliou o período da  jornada reduzida de 15 para 24 meses as servidoras do Senado que ainda amamentam seus filhos. Destarte, tal ato representou um grande passo, no que diz a respeito ao aleitamento materno e a garantia de direitos fundamentais que consiste em promover o desenvolvimento e o crescimento saudável da criança. No entanto,  a amplificação desse direito para outros grupos é fundamental para garantir a isonomia e equidade da jurisprudência.

Portanto, é imprescindível o empenho do Governo Federal, sociedade e empresas. Para isso, a criação de um projeto chamado “Amamentar é Amar” é fundamental, para conscientizar as mulheres a cerca da importância da amamentação para a saúde de seus filhos, na qual, através de distribuição de mensagens com depoimentos de mães sobre a temática.