Aleitamento materno em questão no Brasil
Enviada em 15/07/2020
É inegável a importância do aleitamento materno para o desenvolvimento da criança e estreitamento do relacionamento entre mãe e filho que vem sendo construído desde a barriga. Porém, esse é um assunto que ainda envolve muita intolerância, sendo essa, mais uma questão que aflige a genitora em meio a tantas outras preocupações e inseguranças. Ou seja, mesmo com conhecimento acerca do valor da amamentação para o bebê, dificuldades e preconceitos sobre o tema cercam as mamães. Isso mostra a relevância desse tema e sobre ele cabe uma análise.
Antes de tudo, deve-se levar em consideração o papel fundamental do leite materno para as crianças, mas não esquecendo que esse pode não ser um momento muito fácil para quem produz o leite. Conforme mostra a Pesquisa Global sobre Aleitamento Materno de 2015, 98% das entrevistadas entendem que a amamentação é a melhor forma de nutrir seus filhos. Em suma, esses dados demonstram que muito já se sabe sobre o assunto, ainda mais com o grande fluxo de informações na atualidade. Contudo, esse gesto de amor, pode ser doloroso e dificultado por alguns outros fatores como problemas de adaptação do bebê ao seio e feridas no peito que tornam esse processo ainda mais complicado.
Além disso, outro obstáculo que as mães têm que enfrentar é o preconceito que envolve a amamentação, principalmente em local público. Muitas mulheres se queixam e contam que foram vítimas de discriminação somente por estar alimentando seu filho fora de casa. Isso fica claro ainda na Pesquisa Global sobre Aleitamento Materno, nela 47,5% das mães brasileiras afirmam ter sofrido preconceito por amamentar em público, o que demonstra a ignorância de muitos indivíduos sobre o assunto. Isso é um grande erro já que esse cenário não deve ser visto como uma situação vergonhosa ou que cause estranheza à sociedade.
Portanto, muitas questões envolvem o aleitamento materno no contexto brasileiro, o que inclui muitas dificuldades e preconceitos. Com isso, medidas devem ser tomadas para resolver esse impasse. Cabe ao Ministério da Saúde desenvolver um programa que auxilie e acompanhe as mães durante a amamentação. Isso poderá se dar por meio de um aplicativo ou telefone para, com o acompanhamento de um profissional competente da área, essas mulheres possam tirar dúvidas, conversar sobre as inseguranças ou mesmo comunicar possíveis cenas vexatórias que passaram nas ruas. E a esses acontecimentos devem ser tomadas medidas cabíveis. Diante disso, com a denúncia, pode ficar a cargo de a polícia militar interferir e tomar as medidas legais, conduzindo o agressor à delegacia, e autuá-lo por importunação. Assim, pretende-se naturalizar questões acerca do aleitamento materno.