Aleitamento materno em questão no Brasil

Enviada em 10/08/2020

O mito da caverna, alegoria escrita por Platão, explica a evolução do processo de conhecimento. Segundo ele, os seres humanos se encontram prisioneiros de uma caverna, em que estão habituados somente a ter uma ilusão do que veem como se fosse a verdadeira realidade. De maneira análoga ao presente, a questão do aleitamento materno no Brasil pode ser bem representada pelo mito da caverna de Platão, visto que esse é um grave problema que vive às sombras da sociedade, em razão da opressão social para o aleitamento e da falta de percepção social.

A priori, vale ressaltar que o aleitamento no Brasil tem grande abrangência ao comparar com outros países, porém essa não é uma realidade para todas as mulheres.À luz disso, consoante a esse pensamento o filósofo Pierre Bordie dizia que instrumento criado para a democracia não deve ser convertida em mecanismo de opressão. Nesse contexto, as mulheres que não podem amamentar de maneira natural opção por fórmulas e são fortemente julgadas e oprimidas socialmente,. Desse modo faz-se urgente a revisão social de tratamento com a decisão dessas mulheres.

Além disso, faz-se mister destacar do julgamento em questão do aleitamento da criança em locais públicos é um grande tabu social. Nesse aspecto, o filósofo Hans Jonas afirma que uma sociedade saudável deve ser capaz de reconhecer e corrigir suas enfermidades sociais, ou seja, levando em consideração que a partir do momento que a criança nasce ela tem direito ela tem os mesmos direitos de um cidadão e pode ser alimentada por sua mãe sem o julgamento social. Mediante a isso, faz necessária compreensão e combate essas garantias que são estereotipados

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Nesse viés, o governo junto ao terceiro setor por meio de ONG’S deve criar medidas de investimento em informações sociais, por meio de um projeto de lei a ser entregue à Câmara dos Deputados. Nela deve constar que deve haver conscientização social para que haja compreensão de que  o aleitamento é necessário independente do modo, com fito de diminuir o tabu e o preconceito social, de tal forma que essas mulheres se sintam acolhidas independente da decisão tomada para alimentar seus filhos e para que minimize futuros desmantelamentos psicoemocionais na relação entre a mãe e o filho.