Aleitamento materno em questão no Brasil
Enviada em 20/06/2020
A amamentação durante os seis primeiros meses é fundamental para o desenvolvimento do recém-nascido. Pois, além de fortalecer os laços afetivos com a mãe, também possui nutrientes de suma importância, principalmente, para o sistema imunológico da criança. Entretanto, não só problemas relacionados a falta de informação, como mitos e tabus, mas também o preconceito da sociedade com relação a amamentação em público, contribuem para o desmame precoce.
É primordial ressaltar que o direito à saúde está assegurado na Constituição Federal de 1988 e, portanto, deve ser exercida a partir dos primeiros anos de vida de um indivíduo. No entanto, segundo a Unicef, no Brasil apenas 38% dos recém-nascidos recebem o leite diretamente da mãe, o que é um número alarmante, pois a falta do leite materno pode causar problemas imunológicos, diarreias e colabora, também, para a obesidade infantil. Entre os fatores que mais influenciam essa estatística estão a desinformação das mães e as dores frequentes durante a amamentação.
Entretanto, 47% das mulheres no Brasil sofreram preconceito por amamentar em público, tornando-se um verdadeiro desafio cada vez maior, pois muitas delas se sentem inseguras e desconfortáveis. Contudo, a influência das mídias sociais tem beneficiado muitas mulheres, pelo menos 76% das brasileiras disseram se sentir mais confortáveis e seguras para amamentar se verem mães famosas amamentando ou incentivando a amamentação.
Em suma, o aleitamento é importantíssimo tanto para mulher quanto para o pequeno indivíduo e sua ausência é prejudicial para ambos. Portanto, o Ministério da Saúde deve incentivar a aleitação durante os seis primeiros meses e passar a informar as mães através de propagandas e, principalmente, palestras durante a gestação para que possam ter uma ótima experiência, beneficiando tanto o pequeno quanto a si mesmo.