Aleitamento materno em questão no Brasil

Enviada em 01/07/2020

O século XIX permeou o surgimento de novas correntes científicas, como o Darwinismo, que revelava a ação da seleção natural no meio ambiente, buscando o desenvolvimento do ser por meio da adaptação. De maneira análoga, para uma nação superar as dificuldades é necessário o processo de adequação. Desse modo, a insuficiência de leis e a falta de conhecimento são fatores que contribuem para a manutenção dos desafios com relação ao aleitamento materno no Brasil.

Em primeiro plano, pode-se perceber como impasse à consolidação de uma solução a inaplicabilidade legislativa. Conforme a Constituição Federal de 1988, está previsto no artigo sexto que todos possuem o direito da proteção à maternidade. Contudo, o que se constata, na realidade brasileira, é um cenário de descaso ,pois apesar deste privilégio estar assegurado na Carta Magna, as leis não estão adaptadas para garantir sua obtenção, suscitando a marginalização das lactantes, a exemplo de 47% das mulheres que já sofreram preconceito por causa da amamentação, segundo levantamento realizado pela Pesquisa Global sobre Aleitamento Materno, demonstrando a insuficiência legislativa. Nessa perspectiva, não há como evoluir diante da irresponsabilidade dos setores competentes da sociedade.

Ademais, a escassez de conhecimentos é um fator determinante para persistência do problema. Nesse sentido, o filósofo Schopenhauer defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Isso justifica outra causa do impasse: se as pessoas não têm acesso à informação séria sobre a prática do aleitamento, sua visão será limitada, o que dificulta a erradicação do problema, promovendo, assim, a manutenção de seus obstáculos. Dessa forma, medidas devem ser tomadas pelos órgãos competentes do Estado para que seja possível garantir esse direito a todas as mães.

Portanto, só será possível superar os impasses supramencionados, com relação à questão do aleitamento materno no Brasil, com a ação do Poder Público. Sob essa óptica, é necessário que o Ministério da Saúde e o Ministério dos Direitos Humanos ajam em parceria e criem eventos e palestras, além de ampliar as que já existem, por meio de uma divulgação nas redes sociais e nas instituições públicas para aumentar o conhecimento a respeito do tema, em que será possível entender a importância da amamentação com o apoio de nutricionistas e pediatras. Feito isso, será possível ampliar as possibilidades destinadas aos brasileiros e criar uma nova estrutura de incentivo a proteção da maternidade, para, assim, verdadeiramente promover benefícios aos cidadãos.