Aleitamento materno em questão no Brasil
Enviada em 28/04/2020
O Estatuto da Criança e do Adolescente tem como intuito, em seu 9º artigo, assegurar o direito de amamentação aos recém-nascidos, sendo dever das instituições garantir condições adequadas para efetivar tal direito. Entretanto, apesar da importância significativa do aleitamento, as mulheres enfrentam diversos obstáculos para alimentar um filho e sofrem com falta de empatia social. O preconceito e falta de engajamento governamental são fatores primordiais na irresolução deste impasse.
“Mas pra quem deu luz não tem mais jeito, porque um filho quer seu peito”, a canção “Mulher”, do Erasmo Carlos, resume a necessidade que os recém nascidos têm de aleitamento, em qualquer momento, inclusive nas vias públicas. Contudo, o preconceito machista, ainda vigente no Brasil, vitimiza as mulheres por amamentarem em público, vulgarizando o corpo feminino. Desta forma, os bebês ficam privados de receber alimentação adequada, prejudicando a saúde.
É válido salientar, também, a ineficácia dos órgãos públicos, que não destinam investimentos necessários, por exemplo, para infraestrutura para amamentação nas ruas. Segundo o site Agência Brasil, somente 39% das mães brasileiras amamentam exclusivamente o filho até os 6 meses de vida. Ou seja, o governo não tem promovido o incentivo ao aleitamento, contribuindo para o aumento do índice de mortalidade prematura.
À luz dos fatos registrados, é necessário a tomada de algumas medidas para sanar essa defasagem. O Ministério da Saúde deve criar espaços públicos, exclusivamente, para amamentação, fornecendo conforto e privacidade às mães e protegendo a saúde dos bebês, que não ficarão expostos nas ruas. O Ministério da Educação deve criar campanhas publicitárias midiáticas que promovam o incentivo e a importância do aleitamento materno, até os 6 meses de vida. O Ministério da Educação deverá, ainda, criar palestras gratuitas que conscientizem a sociedade sobre o direito, da mulher, de amamentar um filho em local público.