Aleitamento materno em questão no Brasil
Enviada em 05/10/2019
A evolução da vida na Terra permite perceber que desde dos seres primitivos o recém-nascido necessita de nutrientes específicos, os quais antes eram trazido nos ovos já que o desenvolvimento do embrião era fora do corpo da mãe. Na espécie humana, o acesso a esses nutrientes ocorre por meio da amamentação. Nesse sentido, a sociedade brasileira demonstra um índice acima da média global no aleitamento nos primeiros meses de vida, contudo com as estratégias adequadas pode ser melhorado. Dessa maneira, observa-se que as condições financeiras de uma região e a falta de informação são fatores a serem explorados para melhoria dos dados.
Em primeiro lugar, cabe salientar que segundo a UNESCO, o Brasil possui 36% dos bebês com o tempo de amamentação adequado, se tornando referência mundial. De acordo com a médica especialista Rossiclei Pinheiro, a condição financeira é uma condição fundamental, porque regiões mais ricas tendem a ter o número menor de crianças com o processo de aleitamento adequado. Diante do exposto, pode-se inferir que uma das razões dos ricos perderem nesse número é o padrão estéticos que eles seguem. Isso porque, o processo tem como consequência o caimento das mamas e o aumento da aréola levando, assim, ao desaleitamento precoce. Além disso, com o advento do capitalismo, muitas mães voltam a trabalhar mais cedo para que não percam seus empregos, pois mesmo sendo direito constitucional a licença a maternidade de 180 dias, as empresas usam como forma de desligar o funcionário, porque seria um funcionário recebendo sem gerar lucro.
Soma-se as causas da desamamentação precoce o fato das mães possuírem alguma doença que possa ser transmitida pelo leite materno, como a AIDS. Dessa forma, devido a falta de informação os pais procuram o leite industrial mais adequado para suprir as necessidades da criança, e não o banco de leite materno, que serve para as mães que não podem amamentar, ou os hospitais amigos da criança, instituições públicas ou privadas que possuem uma equipe de especialistas que podem ajudar a mãe em como agir em relação a criança. Ademais, o leite materno é fundamental para o desenvolvimento do indivíduo, porque contém proteínas e vitaminas que só são encontrados nele.
Portanto, é mister que o Estado tome providências para melhorar o quadro atual. Para que as mães possam ter mais segurança empregatícia ao tirar licença maternidade, urge que o Governo Federal considere a gestante como um funcionário especial por meio de decretos legislativos obrigando todas as empresas seguirem. Esse decreto vai consistir em uma série de medidas protetivas como a estabilidade temporária da grávida até o tempo posterior a licença maternidade, só podendo ser demitida um ano após o retorno da concessão constitucional.