Aleitamento materno em questão no Brasil

Enviada em 04/10/2019

De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o aleitamento materno é direito da criança e, cabe à sociedade garantir condições propícias para isso. Entretanto, a insegurança da mãe e o preconceito enfrentado pela mulher impede o cumprimento desse artigo. Desse modo, o aleitamento merece um olhar mais crítico de enfrentamento.

Em primeiro plano, é válido ressaltar a afirmação do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), de que, até o sexto mês de vida, apenas o leite materno é suficiente. Contudo, o processo de amamentação é delicado, exemplo disso é a pesquisa global sobre aleitamento materno, de 2015, pela marca Lansinoh, que mostrou a dor como o maior desafio enfrentado pelas lactantes ao amamentar. Diante disso, verifica-se a necessidade de apoio à mãe para garantir a eficiência da lactação sem sofrimento.

Ademais, o preconceito sofrido pelas mulheres que amamentam em público também agrava a questão. Tal fato é confirmado pela necessidade de criação de um projeto de lei, em março de 2019, que penaliza, com multa, a violação do direito à amamentação. Nesse sentido, é preocupante a existência de pessoas que tentam impedir a realização da maternidade plena.

Portanto, fica evidente que são necessárias medidas capazes de mitigar esse problema. Para tanto, o apoio familiar é essencial nesse momento, com propósito de ajudar a mãe e incentivá-la a realizar o aleitamento, mas também é indispensável a ajuda profissional de técnicos de enfermagem nas maternidades para mostrar a forma correta a fim de que o processo de amamentar não seja incômodo à criança nem à mãe. Além disso, as mulheres devem engajar-se e mostrar que a amamentação é um ato natural e não deve ser escondido, muito menos alvo de desgosto, pois é apenas uma forma de alimentação como outra qualquer. Assim, o bebê terá seu direito e nutrição garantida e o exercício da maternidade será resguardado.