Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 11/06/2024

Trata-se de gravidez na adolescência toda gestação que ocorre entre os 10 e 20 anos de idade, segundo a “OMS” e no Brasil, como divulgado pelo “SUS”, um a cada sete bebês brasileiros é filho de mãe adolescente. Sendo assim, deve-se ter em mente que o Brasil apresentou uma redução de 32% dos casos de gravidez na adolescência, porém os números absolutos ainda são alarmantes, com mais de mil menores de idade se tornando mãe por dia, evidenciando a ineficiência das atuais políticas públicas. Dessa forma, nota-se que as ações vigentes instituídas pelo governo, como a “Semana do Combate à Gravidez na Adolescência”, são ineficazes, o que traz diversos riscos para as jovens, já que a gravidez precoce traz riscos para a saúde das mães e as deixam expostas a diversos problemas sociais.

Nesse aspecto, como exposto anteriormente, a falta de sucesso, por parte das instituições governamentais, em realizar ações para prevenir a gravidez precoce deixa as jovens mãe expostas a diversos problemas sociais. Dito isso, deve-se ter em mente que as mães adolescentes são mais propensas a serem mães solteiras e têm menor desempenho educacional do que seus pares, devido à evasão escolar, já que elas acabam por dedicar-se aos cuidados da criança e deixam os estudos em segundo plano. Dito isso, a situação descrita pode ser vista de maneira análoga à realidade na novela “Malhação: Viva a Diferença”, na qual uma das protagonistas é uma mãe adolescente e vive com diversas complicações devido à gravidez, tendo até mesmo deixado a escola, por semanas, para cuidar de seu filho.

De mesmo modo, vale lembrar que a gravidez na adolescência apresenta riscos para a saúde das mães, como dito no primeiro parágrafo. Nesse sentido, segundo a “OMS”, a gravidez precoce aumentará o risco de morte materna e infantil, o risco de parto prematuro, anemia, aborto espontâneo e depressão pós-parto. Sendo assim, ficam evidentes os riscos da gravidez na adolescência.

Portanto, a fim de instituir ações governamentais eficazes, o Governo Federal, por meio do Ministério da Educação, deve implementar a “educação sexual” nas escolas. Desse modo, os jovens aprenderão as consequências e como prevenir a gravidez na adolescência. Consequentemente, haverá uma queda no número de mães adolescentes e de evasão escolar, principalmente por parte das mulheres.