Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 28/11/2020
O longa-metragem “Preciosa” retrata a vida de uma jovem de 16 anos, analfabeta, que está aguardando seu segundo filho, fruto de um abuso sexual do seu próprio pai. Tal filme retrata o quão difícil é a vida da menina, privada de uma vida social e acadêmica adequadas. Infelizmente, o mesmo ocorre na vida real quando engravida-se na adolescência. Por causa disso, são necessárias ações governamentais, a fim de reduzir essa problemática, pois este pode estar sujeito a complicações no parto, além do fato de que as mães precoces são mais injustiçadas no mercado de trabalho, e acabam por abandoná-lo.
A priori, é indubitável que engravidar na adolescência não é algo planejado pelas pessoas. Ninguém escolhe ter um outro ser para sustentar, ainda mais quando se encontra em idade estudantil. E, como se não fosse o bastante, a situação de agrava com as adversidades do parto. De acordo com a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), os perigos são: prematuridade (principalmente devido ao fato da menina não estar com o corpo totalmente desenvolvido) anemia, aborto espontâneo, depressão pós-parto etc. Sob tal ótica, é urgente a criação de políticas públicas para diminuir isso, já que vidas são postas em risco.
Adicionalmente, outro ponto importante é o fato da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) afirmar que adolescentes pobres possuem cinco vezes mais chances de engravidar que as mais ricas. Essas jovens de baixa renda são ainda mais dependentes do mercado de trabalho, pois elas não advêm de famílias abastadas, e acabam desistindo de trabalhar, algo que também prejudica o filho. Tais condições de negligência extrema geram uma redução no percentual da População Economicamente Ativa (PEA), e isso não é bom para nenhum país.
Diante do exposto, é indeclinável que o Ministério da Educação, em parceria com o da Saúde, promova palestras informativas em escolas, sobretudo as da rede pública, por meio da parceria com médicos e psicólogos especialistas em adolescentes, a fim de explicitar a necessidade do uso de preservativo nas relações sexuais, diminuindo os índices das gestações. Dessa maneira, também haverá a garantia de uma vida social e acadêmica, algo que a personagem do filme acima também possuía direito.