Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 25/11/2020
Para o filósofo Friedrich Hegel, o Estado tem o dever de proteger os seus “filhos”. No entanto, as ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência são pouco efetivas, de forma que falha com o propósito de cuidar do bem-estar da população. Desse modo, os principais problemas são: a inércia do poder público e a marginalização dos mais pobres.
Inicialmente, é importante reconhecer a omissão do Estado no cuidado à prevenção da gravidez precoce. Segundo o filósofo Immanuel Kant, o ser humano é moldado de acordo com a educação recebida. Sob esse prisma, isso se justifica porque, além de esse tema ser considerado um “tabu” para a maioria das famílias brasileiras, não há nas escolas uma educação que busque abordar os problemas ( físicos, financeiros e psicológicos) relacionados à gravidez na adolescência. Consequentemente, esses jovens, por não terem conhecimento de meios de se prevenir, como o uso de contraceptivos (os preservativos masculinos, por exemplo), sofrem com a responsabilidades advindas da gravidez.
Outrossim, é válido ressaltar a marginalização da população como um agravante desse imbróglio. Essa situação ocorre devido ao pouco acesso à informação que os adolescentes de famílias pobres, que geralmente moram distantes dos centros urbanos, possuem. De acordo com o Ministério da Saúde, a ocorrência de gravidez precoce ocorre com mais frequência nas famílias de baixa renda que moram nas periferias e em zonas rurais, mas diminui na medida que o nível de escolaridade aumenta. Por conseguinte, é imprescindível o investimento em educação e divulgação de informações para solucionar esse problema.
Portanto, é mister que o Estado tome medidas para reduzir a gravidez na adolescência. Logo, urge ao governo federal, em parceria com o Ministério da Educação e o Ministério da Saúde, o dever de esclarecer os jovens sobre as complicações a respeito da gravidez em idade precoce e meios para evitar determinada circunstância. Essa ação deverá ser feita por meio do investimento em educação sexual nas escolas, pois é em razão dela que a atitude dos jovens mudam, com o auxílio de um sexólogo em sala de aula para esclarecer os alunos instruindo-os a usarem preservativo, não somente para prevenir DST’s, mas para impedir uma fecundação indesejada. Dessa forma, os jovens brasileiros estarão cientes dos cuidados que devem ter durante uma relação sexual. Assim, o Estado cumprirá com efetividade a sua função de proteger seus “filhos”.