Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 14/11/2020

A obra cinematográfica “Preciosa”,de Lee Daniels,retrata a história de Claireece,uma jovem que sofre com vários desafios advindos da gravidez precoce,com apenas 16 anos.Fora da ficção,é fato que a realidade apresentada por Daniels pode ser associada à esfera nacional do século XXI:a gravidez na adolescência.Essa conjuntura preocupante se deve a óbices sociais e governamentais,os quais incitam uma conduta mais empenhada do poder público e da coletividade,em prol de minorar entraves vigentes.

Sob essa óptica,algumas tentativas do governo brasileiro de disseminar um paradigma cultural de maior adesão a métodos contraceptivos-os quais são oferecidos no Sistema Único de Saúde(SUS)-não têm tido a efetividade desejada,haja vista o deficit de peças publicitárias relacionadas ao problema ao analisar-se o alto contingente populacional do país.A título de ilustração,a campanha “Adolescência primeiro,gravidez depois” não foi amplamente divulgada nas redes sociais e,como efeito,torna-se escasso o acesso da população juvenil a esse tipo de informação.Esse panorama adverso demanda uma ação mais expressiva da administração pública,uma vez que ela dispõe de um papel basilar diante da comunidade,com o escopo de satisfazer a abrangência do papel informativo estatal.

Outrossim,o psicanalista austríaco Sigmund Freud-em sua teoria desenvolvimentista-defendia que as experiências vividas na infância influenciam o comportamento durante toda a vida.Acerca dessa lógica,devido a uma atuação displicente das instituições de ensino,muitas lições coerentes acerca dos riscos ocasionados por uma maternidade precoce não são devidamente fomentados,como o entendimento de que essa situação pode levar ao desenvolvimento de graves consequências na saúde de uma pubescente,por exemplo,a depressão pós-parto e a ruptura do colo do útero.Logo,são improteláveis medidas educacionais,pois elas são orientadoras de boas condutas,colaborando para que o incentivo cognitivo,como o trabalhado por Freud,seja positivo.

Portanto,faz-se premente que o Governo Federal potencialize informes educativos pertinentes à maternidade precoce-por meio de “posts” patrocinados em redes sociais,cujo conteúdo explique a respeito de métodos de prevenção sexual,por exemplo, a pílula anticoncepcional e o preservativo-a fim de informar os púberes e pré-púberes sobre a disponibilidade desses métodos no SUS e,consequentemente,cumprir a função informativo do Estado.Ademais,compete às escolas promoverem atividades pedagógicas-mediante palestras ministradas por especialistas,como médicos,os quais possam contribuir com seus conhecimentos no que se refere aos perigos para a higidez de uma jovem mãe-no intuito de consolidar precocemente um viés coletivo contrário a essa circunstância deletéria.Assim, o Brasil mitigará a problemática e se afastará da realidade exposta no filme “Preciosa”.