Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 08/12/2020
A gravidez é uma parte muito esperada da vida, se planejada, dar vida a outro ser humano tem tudo para ser um momento verdadeiramente mágico. Porém, o que vemos no Brasil é um aumento abrupto de casos de gravidez na adolescência causado principalmente pela falta de educação sexual nas escolas e vergonha de buscar um ginecologista com os responsáveis.
Certamente, o que mais provoca o aumento de casos desse tipo de gravidez é a falta de aulas de educação sexual, já que o sexo é um tabu e apresentá-lo a uma população tão jovem pode gerar repulsa. Contudo, um exemplo de onde essas aulas foram aplicadas com êxito foi na Argentina, elas foram aplicadas em alunos dos 13 até os 18 anos, resultando em um adiamento no começo da atividade sexual em até dois anos, na média, e uma diminuição da contração de doenças sexualmente transmissíveis e gravidez precoce, segundo dados oficiais do governo argentino.
Ademais, outro impedimento a não contracepção é pouca procura de apoio ginecológico. Segundo o data folha, 26.7 milhões de mulheres nunca foram a um ginecologista, quase 33% de toda população feminina do país, o motivo principal motivo da falta de procura foi o da vergonha. E isso só faz piorar quando a mulher, em questão, é dependente dos pais.
Em suma, o que o governo deve fazer para a resolver essa questão é instalar, na rede pública e privada de ensino, aulas obrigatórias de educação sexual e obrigar as escolas terem um ginecologista próprio. O Ministério da Educação deveria impor a obrigatoriedade de ensino de educação sexual nas competências das aulas de ciências biológicas, fazendo assim os números de natalidade precoce caírem em alguns anos e obrigar as escolas, junto as Secretárias de Saúde, a terem ao menos um ginecologista que pode ser consultado gratuitamente e com privacidade pelas alunas, assim levando apoio técnico a quem precisa e reduzindo a questão da vergonha das mulheres em pedir ajuda.