Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 04/06/2020

No convívio social brasileiro, a gestação no contexto adolescente emerge como problemática, uma vez que esse tipo de gravidez acarreta consequências negativas aos jovens envolvidos. Esse panorama adverso exige uma atitude mais contundente de setores da gestão publica e da sociedade civil em prol de minorar a ocorrência dessa circunstância.

Efetivamente, de acordo com pesquisas do IBGE, de cada cinco bebês que nascem, um tem a mãe com idade entre 15 e 19 anos de idade. Esse dado alarmante tem intrínseca relação com a insuficiência de informes governamentais que sejam capazes de alertar os jovens acerca de métodos contraceptivos e de consequências da gestação antes da maioridade, como o abandono escolar, uma das implicações mais comuns. Embora já existam, em âmbito nacional, campanhas que buscam conscientizar os jovens acerca desse tema, como a “Tudo tem seu tempo: Adolescência primeiro, gravidez depois”, infelizmente, ações como essa ainda não são capazes de atingir toda a população jovem do País. Dessa forma, todo esse cenário atesta a ineficácia governamental em prevenir a gestação nos jovens brasileiros.

Ademais, as instituições sociais, principalmente núcleos familiares e escolares, apresentam-se displicentes no que tangem à fomentação de uma mentalidade que precautele a gravidez na adolescência. A título de exemplificação, na ficção norte-americana “Sex Education”, a personagem Maeve, devido a ausência de uma formação psicossocial de cautela em relações sexuais, ao realizá-las de forma desprotegida, engravidou na adolescência, sofrendo problemas psicológicos, principalmente ansiedade, e preconceito. Dessa forma, para que situações como a de Maeve permaneçam na ficção e não se tornem realidade de jovens brasileiros, é urgente uma atitude mais expressiva das instituições sociais.

Portanto, a fim de reduzir a gravidez na adolescência no contexto brasileiro, cabe, principalmente, ao Governo Federal, mediante informes governamentais em redes sociais, como “Instagram” e “Facebook”, alertar a população jovem de todo o território nacional acerca dos métodos contraceptivos e das implicações desse tipo de gravidez, como evasão escolar e problemas psicológicos. Urge, também, com o mesmo escopo, às instituições sociais, principalmente famílias e escolas, fomentar uma mentalidade de que combata a  gestação antes da maioridade, por meio de diálogos e debates acerca do tema.