Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 03/06/2020

No Brasil contemporâneo há um alto índice de jovens e pré-adolescentes gestantes, consequência, sobretudo, da falta de educação sexual e da erotização infantil. Logo, se faz necessário educar os jovens acerca de seus atos e quebrar o ciclo de “adultização” de crianças, visando ao enfrentamento dessa situação.

Nesse contexto, a falta de orientação acerca das responsabilidades de uma vida sexual ativa pode resultar em impasses, como gravidez indesejada e/ou doenças venéreas, principalmente pelos indivíduos mais tenros, que não apresentam maturidade o suficiente para arcar com as consequências. Um exemplo dessa incapacidade do adolescente é retratado na série “Malhação: Viva a Diferença”, na qual a personagem Keyla engravida durante o Ensino Médio e apresenta dificuldades em conciliar maternidade e estudos, destacando a necessidade juvenil de instrução.

Ademais, a sexualização de crianças, além de atropelar o desenvolvimento infantil, o que pode gerar adultos com problemas de ordem psicológica, promove a ocorrência de relações sexuais cada vez mais cedo. Esse problema é perceptível no livro “Lolita”, no qual um adulto tem relações com uma menina de 12 anos, fortalecendo a normalização de situações tais quais à dessa ficção, que a tornam real. Por conseguinte, é necessário que os pilares da sociedade mudem para acolher esses menores.

Tendo em vista os altos índices de gravidez na faixa etária dos 13 aos 17 anos, se faz necessário que o Ministério da Educação forneça aulas de educação sexual por meio de encontros semanais com especialistas, como psicólogos, andrologistas e ginecologistas, com o escopo de instruir o jovem. Além disso, a sociedade deve informar-se sobre erotização infantil para abolir tal realidade com a finalidade de proteger a infância de situações prematuras.