Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 01/06/2020
Biologicamente, de acordo com a OMS, caracteriza-se como gravidez na adolescência, quando ocorre com meninas entre 10 e 20 anos. Lamentavelmente, é uma mazela que prevalece no Brasil, onde, segundo o IBGE, 1 em cada 5 nascimentos, são de mães adolescentes. Além disso, a parcela mais afetada da população é a mais pobre, portanto, a gravidez na adolescência se deve, indubitavelmente à desinformação acerca do assunto junto à situação de vulnerabilidade social ocasionada pela renda. Visto que um filho não planejado ocasiona a perpetuação da pobreza e da desigualdade no país, a gravidez na adolescência é um imbróglio que urge por uma solução.
A situação de vulnerabilidade social é determinante quando o assunto é gravidez na adolescência; de conformidade com as informações do site do Senado Brasileiro, ela se relaciona de forma contrária ao maior nível de escolaridade – quanto maior o segundo, menor o primeiro. É indubitável que no Brasil, o nono país mais desigual do mundo (consoante ao Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), o acesso à educação está pautado na renda, e dificilmente um indivíduo da classe baixa atingirá o Ensino Superior. Aquém disso, consoante o médico Drauzio Varella, meninas de áreas periféricas tem 5 vezes mais chances de ter uma gravidez indesejada.
Por sua vez, uma gravidez indesejada é responsável por perpetuar um ciclo de desigualdade no país. Uma vez que, uma gravidez não planejada, sem apoio familiar, e que, muitas vezes é fruto de relações de poder abusivas tornam maiores as chances de abandono escolar. Assim sendo, mais difícil é ascender socialmente e economicamente. Que é o que acontece com 83% das mães que engravidaram na adolescência – elas não trabalham, nem estudam, dedicando-se integralmente aos cuidados do filho, de acordo com o IBGE. Esse panorama revela a face mais perversa de uma sociedade em desenvolvimento: a existência, e sobretudo, a perpetuação da pobreza e desigualdade.
Visto isso, faz-se necessária reversão de tal quadro. Para o Brasil tornar-se um país plenamente desenvolvido, deve visar o bem-estar de todos os seus indivíduos de maneira igualitária no país. O acesso à uma educação de qualidade para todos é a solução para quase todas as mazelas que assolam a sociedade brasileira, inclusive a problemática da gravidez na adolescência. Para tanto, o Senado deve elaborar um projeto de lei a ser entregue a Câmara dos Deputados, objetivando aumentar os investimentos para a área da Educação, pois apenas assim será possível abdicar da lamentável posição de um dos países países mais desiguais do mundo.