Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 27/05/2020
No Brasil, A Constituição Federal de 1988 estabelece como dever da família, da sociedade e do Estado, a proteção irrestrita da criança, e da adolescência . Entretanto, a realidade acaba contradizendo á teoria, Por isso, se faz necessário que o Estado tome providências á respeito do assunto.
Uma vez que, segundo pesquisas as regiões Norte e Nordeste são as áreas com maior desigualdade social do país, apresentando baixos níveis de escolaridade, tendo em vista a existência de um sistema educacional precário. Consequentemente, é nessas regiões que os índices de gravidez precoce serão mais altos. Como comprovam estudos da OMS, que a gravidez na adolescência está relacionado á baixa renda, ao déficit de escolaridade e as poucas perspectivas intelectuais e profissionais.
Outra causa importante a ser analisada, é a fragilidade da educação sexual no país. As escolas brasileiras, não incluem a educação sexual com pauta social e de saúde pública, o que implica o desconhecimento de alguns jovens, com relação as consequências que a gravidez precoce pode gerar. O filósofo John Locke acreditava que o conhecimento era criado a partir das experiências das quais nos vivenciamos, denominando assim, de tábula rasa, se pararmos para analisar esse pensamento no que diz respeito a gravidez precoce, se as jovens não tiverem auxílio sobre esse tema, as mesmas irão continuar sendo tábulas rasas.
Em suma, é necessário que o Estado além de prestar auxílio nas áreas mais pobres do país, se faz necessário um investimento em educação, tanto o Estado, quanto as escolas, poderiam desenvolver através desses investimentos cartilhas sobre métodos contraceptivos e saúde íntima, realizadas por profissionais de saúde, assistência social ou psicólogos. No intuito de conscientizar a população sobre as implicações de uma gestação não planejada.