Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 04/06/2020

Segundo o sociólogo Zygmunt Bauman, “Nenhuma sociedade que esquece a arte de questionar pode esperar respostas para os problemas que a afligem”. De modo análogo, assemelhasse à necessidade de questionar e não negligenciar as ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência. Dessa forma, torna-se incomensurável a importância de abordar as causas e efeitos gerados pela problemática, como o descaso governamental e a falta de acesso à educação sexual, e desenvolver medidas capazes de lidar com a situação.

Destarte, nota-se que a atenção dada pela sociedade é falha, pois o ato de atenuar a gravidade dos danos, como evasão escolar e a penúria devido a dificuldade de um acesso futuro ao mercado de trabalho sem formação escolar na adolescência, é frequente. Nesse sentido, relaciona-se a outra perspectiva do sociólogo Bauman, uma vez que o indivíduo da modernidade líquida age de maneira superficial em relação a vários aspectos de sua vida. Logo, isso significa que em relação ao descaso governamental não se dá a devida atenção à tal problemática, trazendo cada vez mais naturalidade ao problema.Contudo, deve-se destacar a necessidade de trazer mais notoriedade ao problema para informar população.

Ademais, de acordo com o pensador Nelson Mandela, “A educação é a arma mais poderosa que se pode usar pra mudar o mundo”. Nessa Lógica, observa-se que a falta de educação sexual cresce cada vez mais, gerando consequências como a gravidez precoce devido à falta de conhecimento de medidas protetivas, e até mesmo, devido a violência sexual, decorrente da falta de conhecimento sobre o próprio corpo humano por falta de explicações que deveriam ser ensinadas no início da adolescência. Dessa maneira, torna-se indubitavelmente importante o combate às problemáticas supramencionadas.

Diante de tal problemática, providências são necessárias para lidar com a situação e minimizar os danos ocorridos. Desse modo, cabe ao Ministério da Saúde, realizar, em conjunto com o Ministério da Educação (MEC), campanhas e mutirões que visem desenvolver projetos- por meio de escolas- com o intuito de conscientizar estudantes tanto em relação às formas de prevenir gravidezes precoces, como ensinar a identificar possíveis atos de violência sexual, dando assim, os conhecimentos e os benefícios da educação sexual e da participação necessária do Governo. Só então, a partir de tais atos, como usar a “arma da educação” citada por Mandela, e dos questionamentos ditos por Bauman, a situação poderá ser amenizada-ou na melhor das hipóteses- solucionada.