Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 28/05/2020

Segundo a premissa de Franklin Delano Roosevelt ‘‘Nem sempre podemos construir o futuro para nossa juventude,mas podemos construir nossa juventude para o futuro". Nesse sentido, apesar dos avanços e das mudanças substanciais ocorridas no papel da mulher na sociedade e do desenvolvimento dos métodos de contracepção,proporcionados pela via científica,a gravidez na adolescência ainda é uma realidade comum a muitas brasileiras, contribuindo para o déficit intelectual e para suavulnerabilidade.Assim,estratégias governamentais, como o fomento educacional e a ampliação da assistência de saúde a população juvenil, são fundamentais no combate a essa intempérie.

Nesse contexto,é essencial evidenciar que, segundo dados do Fundo de População da ONU (UNFPA), no ano, mais de 430 mil crianças que nascem são de mães adolescentes,revelando a ineficiência de políticas direcionadas a essa causa. Sob esse viés,uma ampla parte segmento afetado,é obrigada a deixar as atividades educacionais, tendo em vista a impossibilidade de conciliar as tarefas da maternidade com os estudos. Destarte,essa realidade contribui para um histórico de segregação social, o qual tem inicio com a evasão escolar e, consequentemente, condena as jovens aos baixos níveis intelectuais e ao subemprego. Além disso,muitas vezes,a maternidade juvenil impede a mulher de trabalhar,condicionando-a estruturação de relações patriarcais,tendo em vista a dependência financeira do companheiro.Desse modo,os incentivos educacionais são promissores na prevenção dessa realidade,uma vez que oferece os subsídios necessários para o planejamento do futuro.

Em consonância a isso, é imprescindível salientar que, a gravidez prematura se deve, muitas vezes, a existência de um histórico familiar, no qual as mães e as avós das vítimas também tiveram filhos prematuramente, inviabilizando a assistência por parte do âmbito familiar e tonando a situação normal. Nessa perspectiva, a ausência do diálogo e, até mesmo,o desconhecimento dos métodos de prevenção pelos pais, tornam as jovens mais vulneráveis a gravidez na adolescência, bem como a ausência do acompanhamento de saúde, a destacar a infrequência a um ginecologista. Dessa forma, a contribuição do sistema de saúde é fundamental, já que pode oferecer informações e cuidados para a prevenção.

À luz dessas considerações,percebe-se a imprescindibilidade de mitigar a consternação,tendo em vista os seus prejuízos.Para isso,cabe ao Ministério da Educação,em sinergia com o Ministério da Saúde,promover políticas,por intermédio da promoção da educação qualitativa,voltada para o senso crítico,trabalhando os métodos contraceptivos com atividades interdisciplinares, bem como a assistência de saúde ao público vulnerável, com o programa saúde da família expandido aos jovens, com o fito de atenuar o índice de gravidez. Assim,estaremos construindo a juventude para o futuro.