Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 31/05/2020

Na série americana “Glee”, a personagem Quinn Fabray fica grávida aos 16 anos, o que traz diversas dificuldades em sua vida, como a depressão. Fora das telinhas, nota-se que essa realidade é presente na vida de várias adolescentes brasileiras. Dessa forma, infere-se que o fator cultural corrobora para a gravidez na adolescência, assim como a falta de educação sexual nas escolas também influencia em tal cólera.

Precipuamente, destaca-se o fator cultural como impulsionador do problema. Segundo o sociólogo francês Émile Durkhein, o fato social é a maneira de agir e pensar que molda a sociedade de forma coercitiva. Desse modo, observa-se que a alta ocorrência de gravidez na adolescência se encaixa no pensamento do filósofo, pois se origina devido a uma sociedade que diariamente sexualiza meninas jovens de maneira irresponsável. Assim sendo, cria-se um pensamento generalizado de sexualização infantil que contribui para que mais garotas iniciem a vida sexual de forma precoce.

Outro fator importante é a falta de educação sexual nas escolas. De acordo com dados do site “Nova Escola”, menos de 20% das escolas trabalham sobre assuntos de educação sexual com as crianças e adolescentes. Dessa maneira, esses baixos índices indicam a ineficácia dos centros estudantis brasileiros para educar corretamente as crianças e os adolescentes sobre esse tema, o que faz com condutas inadequadas por meio dos jovens, como sexo sem preservativo, cresça exponencialmente devido à ignorância sobre o tema. Destarte, percebe-se que o ambiente escolar brasileiro falha ao proporcionar a educação necessária sobre o tema a seus alunos.

Logo, é preciso uma intervenção para que essa inaceitável questão seja modificada. Assim sendo, compete ao Ministério da Educação enviar um projeto de lei que crie a disciplina de educação sexual de forma obrigatória desde o quinto ano do ensino fundamental à Câmara dos Deputados. Tal iniciativa será responsável por ensinar aos jovens sobre métodos contraceptivos e a responsabilidade na hora de iniciar uma vida sexual. Dessa maneira, menos histórias como a de Quinn Fabray serão vivenciadas pelas jovens.