Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 30/10/2019
Na obra “Utopia”, do escritor Inglês Thomas More é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que, no Brasil, jovens mulheres sofrem por uma gravidez indesejada e precoce. Esse cenário é fruto tanto das frágeis relações sociais, quanto da exponencial quantidade de informações a qual estão expostas as adolescentes brasileiras.
Precipuamente, vale ressaltar que, existem diversos tipos de contraceptivos capazes de evitar uma gravidez. Mas o tabu relacionado a sexualidade e a ausência de educação sexual pelos responsáveis para com seus filhos, acarretam em erros que poderiam ter sido evitados. Consoante a isso, como explicitou o filósofo polonês, Zygmunt Baumman, a ausência de solidez nas relações sociais é um fato da contemporaneidade, assim, com os indivíduos mais isolados, as trocas de experiencias é escassa.
Ademais, outro fator alarmante é, a grande carga de informações e conteúdos disponíveis com facilidade de acesso, na internet, para todos os jovens brasileiros. Diante disso, o processo conhecido como industria cultural, exposto por Adorno e Horkheimer, tem facilidade em vender produtos culturais que gerem dinheiro, e na lógica da sexualidade não é diferente.
Fica claro, portanto, que medidas são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar a gravidez indesejada na adolescência, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Educação em conjunto com o Ministério da Saúde, será revertido em projetos educacionais, nas escolas, e propagandísticos, por meio da mídia, que tenham como finalidade alcançar o maior número possível de pessoas, com intuito de esclarecer sobre a temática.