Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 29/10/2019
Na Idade Média o habitual era que as jovens casassem-se cedo e consequentemente engravidassem, constituindo o padrão familiar da época. Entretanto, na contemporaneidade, com os avanços dos processos históricos e o maior acesso a informações, o número de adolescentes grávidas perpetuaram. Desse modo, fatores como a falta de educação sexual, mas também a negligência familiar e governamental para combater a questão, favorecem a existência desse entrave.
Em primeira instância, conforme o filósofo Pitágoras “Eduquem as crianças e não será preciso castigar os homens”, é o ideário da função educacional. Todavia, a ausência do trabalho sobre educação sexual nas instituições de ensino influenciam, nocivamente, essa problemática. Assim, verifica-se de acordo com o site Agência Brasil que, em 2015, 546.529 dos bebês nascidos eram de mães entre 10 e 19 anos. Por conseguinte, esse acontecimento traz obstáculos para o desenvolvimento psicossocial das jovens, e propiciam o abandono escolar.
De maneira análoga, o tema sexo ainda é visto por muitas famílias tradicionais como um tabu. Sob esse ângulo, esse ideário arcaico corrobora para a falta de diálogos entre adolescentes e a família, propiciando a gravidez, prematuramente. Consoante aos fatos expostos, a negligência governamental também auxilia na permanência do problema, dado que apenas leis foram criadas, como a de número 13.798 para a Semana Nacional da Prevenção da Gravidez na Adolescência, inexistindo medidas efetivas para o solucionamento.
Torna-se visível, portanto, que medidas de prevenção necessitam serem tomadas, a fim dos jovens não terem seus futuros prejudicados. Dessa forma, cabe ao Governo, juntamente com o MEC (Ministério da Educação), incentivar as escolar a criarem uma semana de prevenção da gravidez juvenil, efetivando a lei, por meio de palestras de médicos, com o objetivo de orientar a família e os estudantes, e depoimentos de adolescentes que engravidaram, precocemente, e as consequências na vida delas. Tais medidas visam orientar pais e jovens sobre os riscos e as repercussões de uma gravidez imatura.