Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 30/10/2019
Promulgada em 1988, a Constituição Federal, estabelece que diminuir a desigualdade social, integra seus objetivos fundamentais. Entretanto, atualmente é possível verificar que o alto índice de gestação na adolescência é um fator que contribui para a não resolução dessa meta, visto que, o mesmo é a causa do afastamento de milhares de jovens da vida escolar. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, 76% das adolescentes que engravidam abandonam a escola, oque acarreta em prejuízos emocionais e profissionais para elas mesma e futuramente para seus filhos. Nesse aspecto, faz-se necessário ações governamentais que visem a redução da gravidez na adolescência.
Em primeiro lugar, é importante destacar que de acordo com o site SenadoNotícias, o problema é mais recorrente nas parcelas mais pobres da população, que possuem maior dificuldade de acesso a educação de qualidade. Dessa forma, tratar o sexo como um tabu e evitar o dialogo sobre o assunto não diminui a problemática, pelo contrario, a falta de informação é vil e faz das jovens reféns de paradigmas antigos ou da maldade de terceiros. Outrossim, urge a necessidade da elaboração de politicas publicas que leve informação a esse grupo a cerca dos problemas gerados pela gestação precoce e os meios de evita-la.
Consequentemente, esse cenário contribui para a manutenção e perpetuação da pobreza e da desigualdade social. Conforme aponta o site do médico Drauzio Varella, adolescentes mais pobres tem cinco vezes mais chances de engravidar que mais ricas. Em vista disso, é evidente que essas circunstâncias não só resultam de leitos familiares carentes socioeconomicamente , como também continue a produzir lares desestruturados. Tendo em vista que, a falta de instrução da nova mãe frequentemente ocasiona dificuldades no mercado de trabalho e conseguinte más condições de promover o sustento da criança e de si próprio. Nesse sentido, convêm analisar a citação do antigo filosofo grego Aristóteles, “A política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade”. Portanto, é indubitável que o Estado deve intervir em prol da dignidade e bem estar dessa parcela da população.
Em síntese, é inadiável que o Ministério da Saúde e o Ministério da Educação elabore um plano nacional , por meio de verbas governamentais, que objetive elucidar todos os adolescentes quanto aos métodos contraceptivos, aos meios de consegui-los e a importância de utiliza-los. O plano criado também deve acolher a adolescente pós gestante a fim de disponibilizar condições especiais, como acompanhamento psicológico, flexibilização do horário escolar, e inclusão no ensino profissionalizante. Dessarte, será possível combater a problemática e construir uma nação mais harmônica.