Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 28/10/2019

Falta de conhecimento, hormônios e despreparo para o ingresso à vida adulta são fatores extremamente nocivos quando combinados. Assim, desde a falta de educação sexual, até as dificuldades devido ao preconceito social sobre novas mães, as indispensáveis medidas para a diminuição do índice de gravidez na adolescência, escancaram privilégios de classe indisponíveis para a parcela mais carente da população e, ainda, chancelam um maior risco feminino de problemas de origem psiquiatra. Logo, dificultando o futuro das jovens no Brasil.

Perante o agravamento da problemática, também é evidente a relação de incidência inversamente proporcional à classe social. Segundo uma pesquisa de 2017 da Fundação Getúlio Vargas (FGV), cerca de 78% das meninas grávidas são proveniente de famílias que ganham até cerca de R$2034, de comunidades rurais ou periféricas, o que demonstra a explícita relação com a renda e a necessidade do foco de políticas que ajudem a população mais vulnerável.

Ademais o risco à vida e a saúde torna-se notável em casos de maternidade precoce. De acordo com o Conselho Regional de Psicologia de Santa Catarina (CRPSC), o impacto psicológico, por muitas vezes negativos, é incalculável e pode gerar ressentimento contra o recém nascido por uma espécie de furto da mocidade, por conseguinte dificultando a relação com o bebê e comprometendo o amanhã.

Infere-se, pois, que o essencial combate à gestação antecipada (con)clama por responsabilização social. Tornam-se necessárias por meio de canais televisivos e campanhas sobre conhecimento sexual de maneira educativa, feitos pelo governo, as escolas e a família, de modo a reduzir a alta taxa brasileira de natalidade por moças progenitoras, com a finalidade de combater a pobreza multidimensional. Logo, evitando a destruição de futuros!