Abandono de incapaz em questão no Brasil

Enviada em 10/08/2022

Exibido em 3 de Junho de 2016, o filme “Campo Grande” de Sandra Kogut conta a história dos irmãos Ygor e Rayane, duas crianças que são abandonadas na porta de um prédio de Ipanema, no Rio de Janeiro. De maneira análoga a isso, trata-se a questão do abandono de incapaz no Brasil. Nesse prisma, destacam-se dois fatores importantes: o desemprego e o descaso dos responsáveis.

Em primeira análise, evidencia-se o desemprego como um dos principais aspectos desse problema. Sob essa ótica, segundo UOL (Universo online), estima-se que cerca de 11,6% da população brasileira está desempregada, o que inclui alguns pais que precisam sustentar o filhos, em alguns casos existem pais que deixam seus filhos, ou indivíduos pelos quais são responsáveis, sozinhos para poderem trabalhar da forma que podem ou que parece mais viável. Dessa forma, conclui-se que a falta oportunidades de emprego estimula o problema.

Além disso, é notório o descaso dos responsáveis em muitos casos de abandono. Desse modo, de acordo com Benedito Calheiros “A criança abandonada é o caldo de cultura gerador de delinquentes”, quando um responsável por algum menor o deixa só, permite que este fique vulnerável a toda e qualquer tipo de influência maliciosa, sem falar nos perigos que o mesmo corre enquanto está só, há grandes possibilidades de se machucar de alguma forma ou sofrer danos por um agressor que se aproveita da ausência do responsável. Consoante a isso, é indispensável a presença dos pais na proteção dos filhos.

Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham conter o abandono de incapaz no país. Dessa maneira cabe ao ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) em conjunto com o Conselho Tutelar e a sociedade, fazer campanhas que estimulem a denúncia de situações de abandono e que amenizem a mesma, por meio de manifestação em lares, palestras em praças públicas e redes de comunicação, afim de que não haja mais situações assim em nosso meio. Somente assim extirparemos o abandono de menores do país, deixando que a questão seja abordada apenas em filmes e não na realidade.