Abandono de incapaz em questão no Brasil

Enviada em 17/07/2022

Barão de Itararé, um dos criadores do jornalismo alternativo no período da ditadura no país, estava certo ao dizer: “O Brasil é feito por nós, só falta desatar os nós”. Nesse sentido, o abandono de incapaz se apresenta como um dos nós a serem desatados, visto que muitos adultos mostram-se despreocupados com está sob seus cuidados. Nessa perspectiva, seja pela negligência governamental, seja pela falta de discussão, o descaso com o abandono de incapaz continua afetando de forma negativa o cotidiano brasileiro, o que exige reflexão urgente.

Em primeira análise, é preciso se atentar para a ineficiência governamental presente no problema. Para Thomas Hobbis, o Estado é responsável por garantir o bem-estar dos cidadões. Porém, tal responsabilidade não está sendo honrada quanto ao abandono de incapaz, uma vez que os Estado não fornece apoio o suficiente para os necessitados e não reforça as leis que benefecia os mesmos. Assim, para que tal bem-estar seja usufruído, o Estado precisa sair da inércia que se encontra.

Além disso, cabe analisar o impacto do silenciamento no problema. Nadejda Mandelstam afirma que “o silêncio é o verdadeiro crime contra a humanidade”. Tal crime está instaurado no abandono de incapaz, visto que a população não da espaço para discussões sobre a irresponsabilidade de se deixar indivíduos sem cuidados e sozinhos em casa.

Portanto, faz-se necessário um intervenção. Para isso, o Instagram deve criar uma campanha que trate do abandono de incapaz, por meio de tutoriais com orientações precisas, a fim de reverter o silenciamento que impera, tal ação pode ainda ser divulgada com uma “hashtag” para atingir mais pessoas. Paralelamente, é preciso intervir sobre a omissão governamental presente no problema. Dessa forma, será possível desatar o nó como retrata Barão de Itararé.