Abandono de idosos em questão na contemporaneidade
Enviada em 16/01/2021
Consoante o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, há uma falta de solidez nas relações sociais, economias e políticas, características da “modernidade líquida” vivida no século XXI. Hodiernamente, nota-se uma liquidez no que se refere ao abandono de idosos como desafio no atual cenário brasileiro, sendo a falta de consciência das famílias e a extrema pobreza uns dos fatores para este norteamento. Assim, convém sondar essa problemática e propor soluções para dirimi-la.
Diante da análise, é elementar que a desumanidade das famílias é uma causa para o problema persistir. O documentário brasileiro “Vidas em Jogo” relata histórias de idosos, em seus devidos asilos, que foram maltratados por sua própria família deixando-os desprezados nas mãos de outros cuidadores. Nesse ínterim, é inadmissível o tratamento, no qual, os idosos são submetidos diante a atos cruéis, a falta de consciência e de ajuda que, infelizmente, ocasiona problemas no desenvolvimento congnitivo e social do sujeito.
Outrossim, é preciso atentar-se para a extrema pobreza nas relações sociais em questão. Sob esse viés, a Declaração Universal dos Direitos Humanos prevê o direito pleno de todos os cidadãos. Ademais, é evidente que o escasso apoio financeiro desestrutura as famílias carentes por a renda não assegurar os direitos básicos adequadamente, principalmente quando o indivíduo necessita de cuidados especiais, que se sujeita a ter uma literal forma de abandono.
Urge, portanto, medidas eficazes para erradicar o abandono de idosos na contemporaneidade. Cabe ao Governo Federal, em parceria com às famílias, promover métodos ágeis, por meio de projetos de cunho de apoio financeiro, fiscalizações, palestras informacionais, que promovam uma melhoria nos cuidados com os idosos e o alerta às famílias sobre o devido tratamento abordado. Somente assim, não ocorrerá, no Brasil, uma liquidez mencionada por Zygmunt Bauman.