Abandono de idosos em questão na contemporaneidade
Enviada em 15/01/2021
São Tomás de Aquino, defendeu que todos devem ser tratados com o mesmo grau de importância. Entretanto, a questão do abandono de idosos na contemporaneidade mostra um total descompasso com a perspectiva do filósofo com a sociedade atual. Nesse sentido, torna-se necessário descutir a respeito do tema que conta como causa não só a insuficencia legislativa, mas também com receio de denunciar essa prática.
Primeiramente, cabe ressaltar que a população idosa é assegura tanto pela constituição, quanto pelo estatuto do idoso, porém mesmo assim casos de abandono ocorrem monstrando a isuficiência das leis. Assim, a visão de Maquiavel em que “mesmo leis bem ordenadas são impotentes diante de costumes” mostra como apoiar-se apenas nas leis e não promover políticas públicas de qualidade é inútil para resolução de problemas. Faz-se necessário, portanto, repenssar a maneira de como se evitar o abandono de pessoas mais velhas, visto que isso está atrelado a uma questão cultural.
Ademais, infere-se, também, como principal agravante da problemática o receio da denúncia dessa prática. Nessa perspectiva, o Imperativo Categórico, de Kant, preconiza que a ação do sujeito deve ser tomada com base na lei da universalidade de sua consequência, entranto no que tange ao abandono das pessoas de idade avançada é perceptível uma lacuna do dever moral quanto a denúncia. Dessa forma, é notório como urge a dissolução dessa conjuntura maléfica para a população, a fim de que se faça cumprir o Artigo 230 da constituição.
Portanto, visto os fatos supracitados torna-se evidente a necessidade de uma proposta de intervenção. Sendo assim, cabe ao Governo Federal e ao Ministério da Cidania promoverem políticas públicas a respeito da importância de denúnciar o abandono de idosos, por meio da promoção de uma campanha publicitária veiculada pelos canais abertos de comunicação (rádio,tv e internet) informando os direitos dos idosos e as consequências legais e físicas dessa prática. A fim de que os anciões sejam tratados com o mesmo grau de importância proposto por Tomás de Aquino e de se evitar o abandono deles.