Abandono de idosos em questão na contemporaneidade
Enviada em 15/01/2021
A Ética a Posteriori, do filósofo moderno Immanuel Kant, fundamenta-se nas ações realizadas pelo respeito individual. Sob essa ótica o abandono de idosos na contemporaneidade, acaba rompendo com tal conceito. Dessa forma, essa problemática persiste devido à negligência estatal e parental.
Em primeiro plano, a Constituição de 1988 prevê, no seu 6° artigo, o direito à saúde.Contudo com um olhar crítico à conjuntura brasileira é notório que esse direito não está sendo devidamente garantido. Nesse sentido, cabe analisar a precariedade de políticas públicas e assistências na velhice, como por exemplo, instituições de cuidados cobrando preços fora da condição dos cidadãos de mais de 60 anos. Além disso, carência de disponibilidade de asilos, em virtude do aumento considerável de grandevos, segundo o presidente do Centro Internacional de Longevidade Brasil. Assim, o poder governamental não assegura a necessidade da população envelhecida.
Outrossim, é importante ressaltar que de acordo com o site “Istoé” em 2017 a população anosa em abrigos públicos é de 60.939. Dessarte, grande parte desses indivíduos foram abandonados pela família. À vista disso, essa mazela ocorre por consequência da cultura inexistente do respeito aos anciões e também pelo insuficiente suporte financeiro, visto que muitos familiares não conseguem banca-los ou simplesmente não pretendem colaborar.
Portanto, é necessário que medidas sejam tomadas para que o problema se encerre. Sendo assim, urge-se que o Governo em parceria com instituições privadas, tornem alojamentos acessíveis, por meio de uma política de redução de custo e construções de asilos em larga escala. Também é preciso que o Ministério da Educação instale, nas matérias de Sociologia, aulas sobre o respeito ao idoso, mediante a debates e palestras a respeito do tema. Ademais, com o fito de tornar o brasil um país respeitoso e solidario, logo, prosseguindo com a Ética Kantiana e a magna carta de 1988.